PL pede CPI na CLDF para Investigar BRB e rompe com Ibaneis Rocha após revelação de contrato milionário com gestora ligada ao Master
Revelação de contrato entre o escritório do governador e gestora investigada pela PF precipitou decisão unânime do PL, com presença de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, de abrir inquérito parlamentar
A crise em torno do Banco BRB e do escândalo do Banco Master ganhou um novo e grave capítulo político nesta terça-feira (10/3): o Partido Liberal (PL) protocolou pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), marcando o rompimento formal da legenda com o governador Ibaneis Rocha (MDB) e afetando diretamente suas pretensões ao Senado Federal nas eleições de outubro.
O estopim: contrato milionário revelado pelo Globo
A decisão do PL foi diretamente desencadeada por reportagem publicada na manhã desta terça-feira pelo jornal O Globo. A colunista Malu Gaspar revelou que o escritório de advocacia do governador Ibaneis Rocha (MDB) firmou, em maio de 2024, um contrato de R$ 38 milhões com um fundo ligado à Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. — instituição financeira envolvida nas suspeitas de fraudes ligadas ao Banco Master. O contrato envolveu a venda de honorários de precatórios.
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) apontam a Reag como peça central no esquema de fraudes do Master, integrando uma complexa rede de fundos utilizada para distribuir valores captados em transações consideradas irregulares.
O termo de cessão do contrato foi assinado em 29 de maio de 2024 por Luzineide Getro de Carvalho, gerente administrativa do escritório do governador, e por Ramon Pessoa Dantas, diretor da Reag. O fundo envolvido — Reag Legal Claims, que posteriormente passou a operar sob o nome Pedra Azul — tinha como diretor Marcos Ferreira Costa, que também aparece como representante da Reag e do Borneo em assembleias de acionistas do BRB.
Em nota, a defesa de Ibaneis Rocha informou que o governador está afastado do escritório de advocacia desde 2018 e que não possui “informações sobre negociações realizadas quase seis anos após seu afastamento”, afirmando ainda que ele “nunca participou de quaisquer negociações” com representantes da Reag.
Decisão unânime com Michelle e Bia Kicis
O PL protocolou, na manhã desta terça-feira (10/3), o pedido de abertura da CPI na CLDF para apurar suspeitas de irregularidades envolvendo a relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A decisão foi tomada em reunião do partido que contou com a presença dos deputados federais Bia Kicis, presidente do PL no DF, Alberto Fraga, e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Na CLDF, o requerimento foi assinado pelos deputados distritais Thiago Manzoni, Joaquim Roriz e Roosevelt Vilela, todos do PL, além do deputado Rogério Morro da Cruz, do PRD. Para começar a tramitar na Casa, o pedido de CPI precisa do apoio de pelo menos oito parlamentares.
De acordo com o documento enviado à Presidência da CLDF, a iniciativa busca “apurar as circunstâncias, a regularidade, os procedimentos de governança, avaliação de risco e tomada de decisão relacionados às negociações e operações realizadas entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, no período compreendido entre janeiro de 2024 e março de 2026”. Os parlamentares defendem a necessidade de investigar uma “possível gestão temerária” do BRB, além da “influência política externa e indevida” na tentativa de aquisição do Master
O rombo bilionário e o histórico da operação
O epicentro da crise está na relação entre o BRB e o Banco Master, instituição financeira controlada pelo empresário Daniel Vorcaro. Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de adquirir 58% do capital total do Master, incluindo 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais. A transação foi barrada pelo Banco Central em setembro de 2025.
Investigadores detectaram suspeitas da emissão de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Esses títulos teriam sido vendidos ao BRB e, após a fiscalização do Banco Central, foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. O resultado foi um rombo de R$ 12,2 bilhões nas contas do banco público do DF.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) já havia criticado a rapidez com que a CLDF aprovou os investimentos: “Durante a compra do Banco Master pelo BRB, o governador conseguiu aprovar isso em 10 minutos. Deram um cheque em branco e fizeram todos esses investimentos podres”.
A tentativa de capitalização do BRB
Em paralelo ao protocolo da CPI, o governador Ibaneis Rocha sancionou nesta terça-feira um projeto de lei que estabelece alternativas para fortalecer o capital do BRB. O Projeto de Lei 2.175/2026 abre caminho para o BRB criar um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com nove imóveis concedidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF), a fim de assegurar liquidez e reenquadrá-lo nas exigências do Banco Central, que exige reserva de pelo menos R$ 3 bilhões para que a instituição siga operando com segurança.
Mesmo depois de reunir as assinaturas necessárias, a instalação da CPI ainda dependerá da decisão do presidente da CLDF, o deputado distrital Wellington Luiz (MDB). Parlamentares favoráveis à criação do colegiado avaliam que a instalação é possível, pois Luiz é considerado mais próximo da vice-governadora Celina Leão (PP) do que do governador Ibaneis Rocha.
O xadrez eleitoral do DF
O rompimento do PL com Ibaneis Rocha reconfigurou o cenário eleitoral do Distrito Federal para outubro. Ibaneis anunciou, em 11 de fevereiro de 2026, que deixará o cargo de governador em 28 de março — dias antes do prazo legal de desincompatibilização —, confirmando a intenção de disputar uma das duas vagas ao Senado pelo DF.
Com a possibilidade de uma CPI na Câmara Distrital, o PL tem defendido cautela e considera importante aguardar o desfecho da crise política. A legenda já conta com duas pré-candidatas ao Senado: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF).
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador das articulações do partido no DF, foi direto ao ponto: “Ibaneis é o governador do Distrito Federal e tem toda a legitimidade de se colocar como candidato dentro do seu partido. Agora hoje, dentro do PL, as tratativas são de apresentarmos a candidatura de Michelle Bolsonaro e de Bia Kicis. Hoje é o que está mais maduro dentro do nosso campo de negociação”.
Ibaneis, por sua vez, manteve o tom firme. “Ele [Valdemar Costa Neto] sabe que estou muito bem posicionado na pesquisa para o Senado. Eles não querem perder. Eu me elegeria ao Senado com ou sem eles. Melhor que estejamos juntos, porque elegemos 2 candidatos de centro-direita”, declarou o governador ao Poder360.
Contexto: a Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero investiga supostos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa relacionados ao Banco Master. O empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição, foi preso preventivamente. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco. A crise se tornou o maior escândalo financeiro vinculado a uma instituição estatal subnacional nos últimos anos, com desdobramentos políticos que se estendem do Distrito Federal ao Supremo Tribunal Federal.
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