Voto definido ou em aberto? Pesquisa Quaest revela racha no eleitorado a 19 meses da eleição
Levantamento Genial/Quaest mostra que eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro têm voto mais consolidado, enquanto terceira via enfrenta base instável e mulheres seguem indecisas
📌 Em resumo
• 56% dos brasileiros dizem já ter definido o voto para presidente em 2026; 43% ainda podem mudar de candidato
• Eleitores de Lula (67%) e Flávio Bolsonaro (63%) são os mais decididos — consolidando a polarização como eixo central da disputa
• Bases de Ratinho Jr. e Romeu Zema são frágeis: 56% e 67% dos respectivos eleitores admitem que podem trocar de candidato
• Mulheres estão rachadas ao meio (49% × 49%), e jovens de 16 a 34 anos são os mais voláteis (52% podem mudar)
• Por que isso importa: Com a desaprovação do governo Lula em 51% e o empate técnico Lula × Flávio no segundo turno (41% × 41%), a disputa pelo eleitorado flutuante será o campo de batalha decisivo de 2026
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (17) confirma o que estrategistas eleitorais já desconfiavam: a corrida presidencial de 2026 já tem dois blocos consolidados — e um imenso território em disputa. Dos 2.004 eleitores ouvidos presencialmente entre 6 e 9 de março, 56% afirmam que já definiram o voto para o primeiro turno, contra 43% que admitem poder trocar de candidato. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-05809/2026.
Lula e Flávio: trincheiras firmes
Os números mais expressivos vêm dos dois polos da disputa. Entre os que dizem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 67% afirmam que a escolha é definitiva; apenas 31% admitem a possibilidade de mudança. Já entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), o índice de definição é de 63%, com 36% em aberto.
O dado confirma que a polarização Lula × Bolsonaro continua operando como o principal organizador do eleitorado brasileiro. Os dois campos respondem, juntos, pela maior fatia de votos nos cenários estimulados pela mesma pesquisa, que aponta empate técnico no segundo turno — ambos com 41% das intenções de voto.
O que muda o jogo é o que acontece fora dessas trincheiras.
Terceira via: muito ruído, pouca ancoragem
Os pré-candidatos que se posicionam como alternativa à polarização enfrentam um problema estrutural revelado pelo levantamento: suas bases são altamente voláteis.
Entre os que declaram voto no governador Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, apenas 41% consideram a escolha definitiva — 56% admitem que podem migrar para outro nome. O cenário é ainda mais adverso para o governador Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais: dois em cada três eleitores que hoje dizem votar nele (67%) reconhecem que podem mudar de candidato. O voto definido mal alcança um terço (33%).
Esses números impõem uma leitura clara: os pré-candidatos da chamada terceira via não apenas partem de patamares numéricos menores nas intenções de voto — com Ratinho Jr. oscilando em torno de 7% e Zema na faixa de 2% a 3% nos cenários de primeiro turno —, como também não conseguem fidelizar sequer a base que já conquistaram. É um duplo desafio: crescer e reter.
O eleitorado feminino: o grande campo de batalha
Um dos recortes mais reveladores da pesquisa é o de gênero. Entre as mulheres, o cenário é de empate perfeito: 49% dizem que já definiram o voto e exatos 49% afirmam que ainda podem mudar. Entre os homens, o quadro é bem mais definido: 62% já se decidiram, contra 37% em aberto.
O dado ganha peso quando cruzado com outra informação da mesma rodada da Quaest: pela primeira vez na série histórica, a desaprovação do governo Lula entre as mulheres (48%) superou a aprovação (46%). É uma inversão inédita que transforma o eleitorado feminino no segmento mais disputado da eleição de 2026.
Para a campanha de Lula, reconquistar as mulheres é imperativo. Para Flávio Bolsonaro, o avanço entre eleitoras que ainda não se decidiram pode ser o caminho para virar a chave no segundo turno.
Jovens indecisos, mais velhos decididos
A faixa etária revela outra clivagem importante. Entre os eleitores de 16 a 34 anos, a maioria (52%) diz que ainda pode mudar de candidato, e apenas 47% consideram o voto definido. Nas faixas de 35 a 59 anos e de 60 anos ou mais, o padrão se inverte: 59% em ambas já se decidiram.
O dado se conecta a uma tendência mais ampla: a desaprovação do governo Lula é mais intensa justamente entre os jovens, atingindo 56% na faixa de 16 a 34 anos, segundo a mesma rodada da Quaest. Se Lula tem dificuldade para manter os jovens, Flávio Bolsonaro encontra aí um terreno fértil — mas terá de disputá-lo com eventuais candidaturas de perfil mais digital e menos partidário.
Nordeste consolidado, Sudeste em disputa
Regionalmente, o Nordeste é a região com maior percentual de voto definido: 64%. É também o principal reduto de aprovação do governo Lula, com 65% de aprovação. A correlação não é coincidência — é estrutural.
No extremo oposto, o Sudeste é a região com maior fluidez eleitoral: 48% dos entrevistados dizem que ainda podem mudar de candidato, contra 51% com voto definido. É a região que concentra o maior número absoluto de eleitores e onde a batalha pelo voto indeciso terá impacto mais direto no resultado.
O Sul apresenta 55% de voto definido e 43% em aberto, enquanto Centro-Oeste e Norte registram 53% e 46%, respectivamente.
Renda e escolaridade: nuances que importam
O levantamento também mostra que eleitores de menor renda (até dois salários mínimos) são mais decididos (60%) do que os de renda intermediária (51% entre 2 e 5 salários mínimos). Curiosamente, os de renda mais alta (acima de 5 SM) voltam a subir para 57%.
Na escolaridade, o padrão é semelhante: quem tem ensino fundamental é mais decidido (57%) do que quem tem ensino superior (51%). A leitura possível é que eleitores com maior renda e escolaridade tendem a avaliar mais variáveis antes de cravar uma escolha — ou, simplesmente, ainda não encontraram um candidato que os convença plenamente.
Os que rejeitam todos: 60% abertos à mudança
Outro dado que merece atenção: entre os eleitores que declaram intenção de votar em branco, anular ou não comparecer, 60% dizem que essa posição ainda pode mudar. Apenas 39% consideram a decisão definitiva. É um contingente que pode ser mobilizado — ou continuar à margem — dependendo do rumo da campanha.
O que está em jogo
“O noticiário foi tão negativo que fez a corrupção chegar à segunda posição entre os temas mais preocupantes do país.” — Felipe Nunes, diretor da Quaest
A fotografia desenhada pela Genial/Quaest é a de um eleitorado que já traçou suas linhas gerais, mas ainda reserva espaço significativo para surpresas. Os dois líderes — Lula e Flávio Bolsonaro — têm bases consolidadas, mas nenhum dos dois pode se dar ao luxo de ignorar os 43% que estão em aberto.
Com a desaprovação ao governo em 51%, a economia sendo percebida como em piora por 48% dos entrevistados e a isenção do IR sem produzir o efeito eleitoral esperado, o presidente Lula enfrenta o desafio de recuperar terreno entre mulheres, jovens e eleitores do Sudeste. Flávio Bolsonaro, por sua vez, precisa converter a paridade numérica do segundo turno em vantagem real — e o avanço entre os chamados “independentes” (32% a 27% no segundo turno, segundo a mesma pesquisa) indica um caminho.
Para a terceira via, a janela é estreita, mas existe: 43% do eleitorado ainda é disputável. A pergunta é se Ratinho Jr., Zema ou outro nome conseguirá apresentar uma proposta convincente o suficiente para não apenas atrair — mas reter — eleitores que, por enquanto, se recusam a embarcar na polarização.
A 19 meses da eleição, o jogo está aberto. Mas o tabuleiro já tem dono.
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