Tio de Léo Moraes deve ser vice de Marcos Rogério ao governo de RO
Empresário do turismo e filiado ao Podemos, Márcio Barreto recebe apoio da classe empresarial e se consolida como nome preferencial do prefeito de Porto Velho para compor a chapa majoritária do PL
Em resumo
Márcio Barreto, tio do prefeito de Porto Velho Léo Moraes (Podemos), desponta como favorito para a vaga de vice na chapa do senador Marcos Rogério (PL) ao governo de Rondônia.
Barreto é empresário do setor de turismo e controla as franquias da CVC em Rondônia e Amazonas; sua indicação tem sido bem recebida pelo setor produtivo.
O prefeito Léo Moraes está à frente das negociações e chegou a se reunir também com o pré-candidato Adaílton Fúria (PSD), mas fontes próximas indicam que o PL é a opção mais concreta.
A costura coloca o Podemos num dilema interno: o que fazer com o deputado estadual Rodrigo Camargo, que também se lançou pré-candidato ao governo pela mesma legenda.
Por que isso importa: Porto Velho concentra o maior colégio eleitoral do estado — quem controla a capital em 2026 tem vantagem estratégica real no segundo turno.
O nome do empresário Márcio Barreto, tio do prefeito de Porto Velho Léo Moraes (Podemos), ganhou força nos bastidores da política rondoniense como vice na chapa do senador Marcos Rogério (PL-RO) ao governo do estado nas eleições de 2026. A movimentação ficou mais evidente no último domingo, quando Rogério e o prefeito foram vistos juntos em evento na capital — presença que não passou despercebida entre os operadores políticos.
Barreto, filiado ao Podemos, é empresário do ramo de turismo e controla as filiais da CVC em Rondônia e no Amazonas. Desde que seu nome começou a circular como possível vice, a classe empresarial reagiu positivamente, e ele passou a receber mensagens de apoio de diferentes segmentos produtivos do estado.
Léo Moraes na mesa — e por que a capital pesa tanto
O prefeito Léo Moraes está pessoalmente à frente das articulações. Na semana passada, se reuniu também com o prefeito de Cacoal, Adaílton Fúria (PSD), um dos possíveis concorrentes de Marcos Rogério na disputa pelo Palácio Rio Madeira que conta com o apoio do governador Marcos Rocha. Segundo fontes próximas às negociações, a conversa foi amigável, mas a possibilidade de fechar com o PL de Rogério é considerada mais concreta.
A lógica é simples: Porto Velho concentra mais de 360 mil eleitores aptos a votar, o maior colégio eleitoral do estado. Quem tiver o apoio do prefeito da capital chega ao segundo turno com vantagem estrutural relevante. O Podemos, com Léo Moraes à frente, tem clareza disso — o prefeito afirmou que o partido quer ter papel de destaque nas eleições de 2026 e pretende garantir protagonismo na composição das chapas.
“Léo quer ter, como líder político e por seu partido, protagonismo na eleição estadual deste ano.” — Fontes da cena política rondoniense, segundo relato da imprensa local
O Podemos e o nó interno: o que fazer com Camargo
A eventual composição de Barreto com Rogério cria um problema imediato dentro do próprio Podemos. O deputado estadual Rodrigo Camargo — que confirmou formalmente sua pré-candidatura ao governo de Rondônia em março de 2026 e fez elogios públicos a Léo Moraes ao anunciar sua filiação ao partido — precisará ter seu espaço redefinido.
Camargo anunciou a pré-candidatura ao governo durante pronunciamento na Assembleia Legislativa de Rondônia, com linguagem inflamada e críticas à “velha política”. O cenário que se desenha agora é a possibilidade de Camargo ser reposicionado como candidato ao Senado — mas mesmo essa saída encontra dificuldades. O PL já confirmou dois nomes para o Senado: o deputado federal Fernando Máximo, que se filiou ao partido, e o pecuarista Bruno Scheid, este último descrito como próximo e sendo uma indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Flávio Bolsonaro afirmou que o evento marcou o início da estruturação da chapa do partido no Estado.”
Em outras palavras: as duas vagas ao Senado pelo PL já têm candidatos com nomes fortes — e um deles carrega peso pessoal da família Bolsonaro. Espaço para Camargo nessa equação seria mínimo.
A pré-candidatura de Rogério e o tabuleiro que se consolida
Marcos Rogério lançou sua pré-candidatura ao governo de Rondônia em 14 de março de 2026, durante evento em Ji-Paraná que reuniu cerca de 3 mil pessoas O encontro contou com a presença de lideranças nacionais do PL, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do partido Valdemar Costa Neto e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho.
No discurso de lançamento, Rogério foi direto ao criticar o estado atual de Rondônia. “Rondônia ficou abandonada. Não houve um projeto de grande porte, não houve direção, não houve liderança. Faltou gestão, faltou presença e faltaram políticas públicas sérias para a infraestrutura rural”, disse.
Após o evento de lançamento, o PL realizou reunião em Porto Velho com Bruno Scheid e Fernando Máximo para alinhar as estratégias da pré-campanha, consolidando a coesão interna do grupo majoritário. A presença de Barreto como vice completaria o desenho: um nome do setor produtivo, com trânsito no Podemos e respaldo do prefeito da capital.
Flori Cordeiro fora da equação — mas ainda não confirmado
O prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro (Podemos), deve apoiar Hildon Chaves (União Brasil) e seguir à frente da prefeitura até o fim do mandato. A decisão, segundo relatos, só será anunciada oficialmente em abril, mas a tendência dominante nos bastidores é de que Flori não disputará o governo — o que desobstrui o caminho interno para o Podemos definir seu posicionamento com mais clareza.
Com Flori de lado, a questão central do partido passa a ser: Camargo vai para o Senado em outra legenda, ou o Podemos encontra um arranjo diferente? Por ora, nenhuma das saídas está formalmente encaminhada.
O quadro que se consolida aponta para um PL estruturado, com vice de peso empresarial e apoio do prefeito mais relevante do estado. Para o Podemos, a negociação não é apenas partidária — é uma definição sobre o papel que Léo Moraes quer desempenhar na cena estadual de 2026. Fechar com Rogério e colocar o tio na chapa é uma aposta alta: garante protagonismo e influência futura, mas exige entregar candidatos próprios ao altar da composição. O preço político dessa conta ainda está sendo calculado.
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