Tensões no Golfo: Irã adverte sobre ataque a porta-aviões enquanto negociações avançam
Em um cenário de escalada militar no Oriente Médio, o Aiatolá Ali Khamenei afirma que o regime resistirá à pressão de Donald Trump e sinaliza prontidão bélica
O cenário geopolítico no Oriente Médio atingiu um novo patamar de tensão nesta terça-feira (17). O Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, declarou publicamente que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), falhará em qualquer tentativa de encerrar o regime da República Islâmica. A fala ocorre no momento em que Washington intensifica sua presença militar na região e exige concessões drásticas no programa nuclear de Teerã.
Em um discurso proferido em Teerã, Khamenei subiu o tom contra a presença de ativos navais norte-americanos. Ele mencionou especificamente o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que está posicionado no Mar Arábico, próximo à costa iraniana.
“Há 47 anos os EUA não conseguiram destruir a República Islâmica. Você também não conseguirá fazer isso”, afirmou o Líder Supremo, dirigindo-se diretamente a Donald Trump.
Ameaça Naval e Dissuasão Militar
O líder iraniano questionou a invencibilidade das forças armadas dos EUA, sugerindo que o país possui tecnologia capaz de neutralizar a frota norte-americana. “O presidente dos EUA diz que o Exército deles é o mais forte do mundo, mas o Exército mais forte do mundo às vezes pode levar um golpe tão forte que não consegue se levantar. Mais perigoso que o porta-aviões deles é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar”, alertou Khamenei.
Além da retórica contra o USS Abraham Lincoln, a região recebeu recentemente o reforço do USS Gerald Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou a realização de novos exercícios militares no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa parcela significativa do petróleo mundial.
O Impasse das Negociações Nucleares
Apesar da agressividade verbal, os canais diplomáticos permanecem abertos sob a mediação do Omã. Contudo, há uma divergência fundamental de escopo:
Exigência dos EUA: O governo Trump quer um acordo que inclua a extinção total do programa nuclear, o fim do desenvolvimento de mísseis balísticos e a interrupção do apoio a grupos armados regionais.
Posição do Irã: Khamenei reiterou que o programa de mísseis é “essencial para a dissuasão” e não será incluído nas tratativas. O Presidente do Irã, Masud Pezeshkian, sinalizou que aceita inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a diluição de estoques de urânio enriquecido (atualmente em 60%, segundo a AIEA), desde que as sanções econômicas sejam levantadas.
Pressão e Retórica de Washington
A bordo do Air Force One, Donald Trump manteve seu estilo de alternar entre o otimismo e a ameaça direta. O presidente norte-americano revelou estar envolvido “indiretamente” nas conversas, mas lembrou o envio de bombardeiros B-2 como prova da disposição dos EUA em usar a força caso o diálogo fracasse.
“Não acho que eles queiram as consequências de não fechar um acordo”, afirmou o mandatário, que avalia bombardeios cirúrgicos para desabilitar as capacidades iranianas se Teerã não ceder às “medidas muito duras” propostas por sua administração.
O que você acha da postura do Irã diante da pressão militar dos EUA? Acredita que um acordo diplomático ainda é possível ou estamos próximos de um conflito direto? Comente sua opinião abaixo e compartilhe esta matéria.
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