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Tecon 10: EUA sinalizam preocupação com presença chinesa em leilão estratégico de Santos

Diplomacia americana acende alerta sobre participação chinesa em megaterminal de Santos; entenda os impactos para a logística de exportação de Rondônia

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mar 17, 2026
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📌 Em resumo

• Kevin Murakami, cônsul-geral dos EUA em São Paulo, sinalizou que Washington não vê com bons olhos a participação de empresas chinesas no leilão do Tecon 10, em Santos.
• O megaterminal, com investimentos previstos de R$ 6,4 bilhões, é considerado o maior arrendamento portuário da história do Brasil e deve ser leiloado até 30 de abril de 2026 .
• O Consulado americano negou pressão direta, mas reafirmou “preocupações estratégicas” relacionadas a soberania, segurança e competição geopolítica.
• Para Rondônia, a definição do operador do Tecon 10 impacta diretamente os custos logísticos de exportação de grãos, café e proteína animal.
• Por que isso importa agora: A disputa EUA-China por infraestrutura crítica na América Latina ganha novo capítulo no Brasil, com reflexos imediatos para produtores rurais e cadeias exportadoras de estados como Rondônia.


Em encontro com empresários do setor portuário na Baixada Santista, o cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami, indicou que não é do interesse de Washington que empresas chinesas vençam o leilão do megaterminal Tecon 10, no Porto de Santos. A declaração, feita no início de março de 2026, reacende o debate sobre a influência geopolítica em infraestrutura crítica — e coloca produtores de Rondônia, que dependem do porto para escoar sua produção, no centro da disputa.

O que está em jogo no Tecon 10

O Tecon Santos 10 é o maior projeto de expansão do Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina. Com previsão de investimentos de R$ 6,4 bilhões, o terminal deve ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto, saltando o Brasil da 45ª para a 15ª posição no ranking mundial do setor. A outorga mínima do leilão foi fixada em R$ 500 milhões, e a expectativa oficial é de que o certame ocorra até 30 de abril de 2026, na B3.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, entre 11 e 12 grupos — incluindo investidores chineses, norte-americanos, árabes e filipinos — já demonstraram interesse em participar da disputa. "Acho que vai ser um grande leilão. [...] o povo brasileiro vai ganhar, e a gente vai ter lá o porto sem concentração de mercado, de maneira democratizada", afirmou o ministro.

A mensagem diplomática e seus desdobramentos

“O terminal não deveria cair em ‘mãos indesejadas’” — frase atribuída a Kevin Murakami, cônsul-geral dos EUA em São Paulo, por participantes do encontro na Baixada Santista.

A expressão, interpretada como referência a grupos chineses, ecoa preocupações já manifestadas por diplomatas americanos em outros países da região. No Peru, o embaixador dos EUA em Lima, Bernie Navarro, classificou como “preocupante” a influência chinesa no Porto de Chancay, afirmando que “os Estados Unidos jamais permitiriam que um terceiro país administrasse ativos críticos do nosso território”.


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