Tebet aceita convite de Lula e planeja disputar Senado por SP em 2026
Filiada ao MDB, Tebet atende convocação de Lula e vice Alckmin (PSB) para fortalecer a centro-esquerda em São Paulo nas eleições de 2026. Decisão impacta alianças partidárias e o equilíbrio no Senado
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, confirmou nesta quinta-feira (12 de março de 2026) sua intenção de concorrer ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. O anúncio atende a um convite direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), conforme revelado em entrevista a jornalistas após evento em Mato Grosso do Sul, estado natal da ministra.
Tebet, filiada ao MDB há quase 30 anos, afirmou que a definição partidária será tratada “em uma outra etapa”. Como mostrou o Valor Econômico, a cúpula do PSB espera filiar a ex-senadora para reforçar a ala feminina da sigla (leia a matéria completa). Pela legislação eleitoral, ela tem até 4 de abril para mudar o domicílio eleitoral para São Paulo e, se necessário, trocar de partido. A ministra prometeu deixar o cargo no governo federal até o fim de março, respeitando o prazo final de 4 de abril.
“Há seis meses tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país”, disse Tebet. Ela descreveu o pedido de Lula como uma “convocação clara” para que seja candidata por São Paulo.
Contexto político e antecedentes
Tebet construiu sua carreira em Mato Grosso do Sul, onde foi eleita prefeita de Três Lagoas, deputada estadual, vice-governadora e senadora, sempre pelo MDB. O anúncio no estado natal foi feito “em respeito” à população local, onde explicou a decisão pessoalmente à mãe na quarta-feira (11). “Depois de explicar a situação para a minha mãe [...], eu decidi cumprir a missão”, declarou.
A mudança para São Paulo tem raízes pessoais e políticas. Tebet destacou laços familiares: seu marido, o político Eduardo Rocha, nasceu no estado; suas duas filhas moram lá, e ela as visita com frequência. Seus avós libaneses iniciaram a vida no interior paulista, onde ela fez mestrado. “São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde eu fiz meu mestrado, é onde eu tive uma projeção política”, afirmou.
Politicamente, o MDB paulista está alinhado ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o que pressiona a saída da ministra da legenda. A ideia de lançá-la por São Paulo surgiu no ano passado entre alas do PT e aliados de Lula, motivada pela votação que obteve no estado em 2022, na disputa à Presidência — mais de um terço de seus votos veio de lá, o maior índice nacional. “Fiquei surpresa ao constatar que São Paulo me deu mais de um terço dos [meus] votos [...]. Ser uma pessoa de centro, com uma visão progressista na pauta de costumes, liberal na pauta econômica, de alguma forma agradou”, explicou.
Pesquisas recentes, divulgadas nos últimos dias, indicam potencial de Tebet na disputa, reforçando a estratégia. Ela evitou detalhes sobre filiação, mesmo com o movimento “pelas mãos” de Alckmin: “Agora, é uma outra etapa. Nós temos uma janela [partidária] aí, e temos pelo menos até o dia 2 de abril, talvez um pouco antes que isso, para tomar todas as outras decisões”.
Impactos no cenário eleitoral de 2026
Tebet vê a eleição para o Senado como “crucial para a democracia brasileira”, citando planos da direita de assumir a maioria na Casa para avançar medidas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Política é missão. Eu vou, com muita tranquilidade, disputar um processo eleitoral que eu entendo como muito importante para o Brasil. Há muito o que fazer para o Brasil. O Brasil tem pressa, nós não podemos esperar, e eu acho que os oito anos próximos serão decisivos para o desenvolvimento do Brasil”, declarou.
Essa movimentação pode reconfigurar alianças na centro-esquerda, fortalecendo o PSB e o governo federal em São Paulo — estado chave com 12 vagas no Senado. Socialmente, reforça a presença feminina na política de alto escalão, em um contexto de debates sobre representatividade. Institucionalmente, testa a janela partidária e regras de domicílio eleitoral, impactando o equilíbrio de forças no Congresso.
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