Saiba quem são os técnicos de enfermagem presos por suspeita de matar pacientes no DF
Trio é suspeito de provocar ao menos três mortes na UTI, enquanto outros 20 óbitos seguem sob investigação da Polícia Civil e do Coren-DF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu três técnicos de enfermagem suspeitos de envolvimento direto na morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Os investigados são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. Além dos três óbitos atribuídos diretamente ao grupo, outros 20 casos estão sendo apurados pelas autoridades.
De acordo com a investigação, o trio teria vitimado João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb); Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios; e uma professora, cuja identidade ainda não foi oficialmente divulgada. A motivação do crime permanece sob investigação.
O caso veio à tona após o próprio Hospital Anchieta comunicar as autoridades. Em nota, a instituição afirmou que identificou “circunstâncias atípicas” relacionadas a mortes ocorridas na UTI e decidiu instaurar apuração interna antes de acionar a polícia. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, informou a direção da unidade.
O delegado Wisllei Salomão, responsável pelo inquérito na PCDF, detalhou a forma como os suspeitos teriam agido em pelo menos um dos episódios. “Em um dos casos, ele sugou um desinfetante no quarto de um paciente com a seringa e aplicou ao menos 10 vezes no paciente”, afirmou o delegado em declaração à imprensa.
Segundo a polícia, inicialmente os três negaram qualquer irregularidade, alegando que apenas administravam medicamentos prescritos por médicos. No entanto, conforme o avanço das investigações e a apresentação de provas, os suspeitos teriam confessado a participação nos crimes. Ainda de acordo com o delegado, o grupo não apresentou arrependimento nem explicou a motivação.
A PCDF informou que o inquérito deverá indiciar os investigados por homicídios dolosos qualificados, com a agravante de impossibilidade de defesa das vítimas, já que os pacientes estavam internados em estado crítico na UTI.
Paralelamente à investigação policial, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) divulgou nota oficial confirmando a abertura de procedimento ético. O órgão afirmou que acompanha o caso e apura “eventuais implicações éticas relacionadas à conduta de profissionais de enfermagem possivelmente envolvidos”.
Na manifestação, o Coren-DF ressaltou que o processo tramita também na esfera judicial e que, neste momento, “não é possível emitir juízo de valor ou qualquer conclusão definitiva”, destacando a necessidade de respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. O conselho ainda reforçou que, se confirmadas infrações éticas ou condutas ilícitas, os profissionais serão responsabilizados nos termos do Código de Ética da Enfermagem.
As investigações seguem em andamento para esclarecer a extensão dos fatos, as circunstâncias das demais mortes sob análise e se há outros envolvidos. A PCDF não informou prazo para a conclusão do inquérito.
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