Sabotagens estrangeiras: como espionagens e boicotes frearam o avanço tecnológico brasileiro
Documentos desclassificados e vazamentos revelam interferências de potências como EUA e França em projetos nucleares, espaciais e de defesa, atrasando a soberania tecnológica do brasil
O Brasil, ao longo de décadas, enfrentou obstáculos externos que impediram seu progresso em áreas estratégicas como defesa, indústria aeroespacial e desenvolvimento nuclear. Documentos de inteligência nacional e internacional, incluindo relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), arquivos desclassificados da CIA e vazamentos do Wikileaks, expõem um padrão de espionagem, chantagem e boicotes que minaram iniciativas nacionais. esses episódios não apenas causaram perdas humanas e financeiras, mas também adiaram a conquista de autonomia tecnológica, deixando o país dependente de parcerias internacionais instáveis.
Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em agosto de 2003, com a explosão no centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão, que matou 21 profissionais e destruiu o foguete VLS-1 v03, abalando o programa espacial brasileiro (PEB). Embora a investigação oficial tenha apontado para uma pane elétrica, suspeitas de sabotagem estrangeira persistiram. A ABIN investigou possíveis ações do serviço secreto francês, devido à proximidade da base de lançamento na Guiana Francesa e evidências de espionagem.
Conforme relatório da ABIN divulgado em 2013, agentes franceses foram monitorados, mas não se encontrou provas concretas de sabotagem. No entanto, a localização privilegiada de Alcântara – considerada uma das melhores do mundo para lançamentos espaciais – gerou inveja internacional. Relatos nas redes sociais e em veículos como o Globo destacam teorias sobre envolvimento dos Estados Unidos, com presença de norte-americanos na região antes do incidente, embora sem evidências diretas. Mais recentemente, em 2023, o blog do acervo do Globo revisitou o caso, reforçando que a França poderia ter interesse em neutralizar a concorrência brasileira.
No campo da energia nuclear, o Brasil enfrentou boicotes explícitos desde os anos 1940. em 1945, Álvaro Alberto da Motta e Silva, então presidente do Conselho Nacional de Pesquisas (atual CNPQ), negociou uma parceria com os Estados Unidos: o Brasil enviaria minérios radioativos em troca de tecnologia nuclear e treinamento. apesar do envio de matérias-primas, os reatores prometidos nunca chegaram.
A historiadora Fernanda das Graças Corrêa, em seu livro "O projeto do submarino nuclear brasileiro: uma história de ciência, tecnologia e soberania", descreve como Brasília percebeu a falta de confiabilidade de Washington. Nos anos 1950, Álvaro Alberto buscou colaboração com a Alemanha, autorizando a compra de três ultracentrífugas para enriquecimento de urânio sob o governo Getúlio Vargas.
O pagamento de U$ 80 mil (equivalente a R$ 432,8 mil hoje) foi feito, mas os equipamentos foram apreendidos na Alemanha por ordem do brigadeiro inglês Harvey Smith, a pedido do comissário estadunidense James Conant e da comissão de energia atômica dos EUA. Em reunião com Lewis Strauss, presidente da comissão, Álvaro Alberto foi ridicularizado. "Strauss apenas debochou dos planos brasileiros", relatam documentos da época. Esses episódios, confirmados por arquivos desclassificados, ilustram como os EUA atuaram para impedir o avanço nuclear brasileiro, temendo a proliferação tecnológica.
Outro exemplo de interferência ocorreu na indústria de defesa, com o tanque Osório desenvolvido pela Engesa. Em 1984, Brasil e Arábia Saudita firmaram um acordo de US$ 2 bilhões (R$ 10,8 bilhões atuais) para uma versão adaptada, batizada Al Fahad. documentos da CIA desclassificados em 2016 revelam que os EUA espionaram o complexo militar brasileiro nas décadas de 1970 e 1980, usando satélites e informantes para acessar acordos secretos. Relatórios da CIA descreviam a indústria bélica nacional como "frágil e dependente de exportações".
Apesar do Osório superar tecnicamente o M1 Abrams em testes, Riad abandonou o projeto e optou pelo tanque americano. A Engesa, maior empresa militar brasileira e alvo de espionagem, faliu em 1993 por falta de compradores. Esses arquivos, divulgados pelo senado federal em 2018, confirmam que satélites americanos monitoraram instalações como a Engesa, fabricante de blindados como Cascavel e Urutu
Na indústria aeroespacial, a parceria Brasil-Ucrânia para o Cyclone-4, iniciada em 2003, custou R$ 500 milhões a cada país, mas terminou sem lançamentos em 2019. Documentos do Wikileaks, vazados em 2010, mostram que os EUA pressionaram Kiev para barrar transferência de tecnologia ao Brasil. Um telegrama do departamento de estado afirmava: "queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil".
A CNN Brasil reportou que o acordo foi extinto por medida provisória, deixando o Brasil sem avanços significativos. Discussões em redes sociais, como posts no x (antigo twitter), reforçam teorias de sabotagem contínua, com usuários ligando esses eventos a uma estratégia para manter o Brasil subdesenvolvido tecnologicamente.
Esses casos destacam um padrão: potências estrangeiras, especialmente os EUA, usaram diplomacia, espionagem e pressão econômica para frear o Brasil. O resultado? atrasos de décadas em soberania tecnológica, com prejuízos em defesa nacional e inovação.
Palavras-chave: Sabotagem, Programa Espacial Brasileiro, energia nuclear, tanque Osório, Engesa, Alcântara, CIA, Wikileaks
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