Polilaminina: pesquisa da UFRJ avança para testes em humanos após resultados preliminares promissores
Nova fase de pesquisas com a polilaminina, desenvolvida por cientistas brasileiros, traz esperança real para vítimas de traumas medulares – confira os detalhes e o que isso significa para a saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, no início de 2026, o início da fase 1 de um estudo clínico para avaliar a segurança da polilaminina, um medicamento experimental desenvolvido pela “Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)” em parceria com a farmacêutica brasileira “Cristália”.
Essa substância ganhou destaque após relatos de recuperação de movimentos em pacientes com lesões recentes na medula espinhal, mas o foco inicial permanece na verificação de riscos e efeitos colaterais, sem conclusões sobre eficácia. Os dados iniciais do projeto foram submetidos à Anvisa entre o final de 2022 e o início de 2023.
Em setembro de 2025, a universidade e a farmacêutica divulgaram resultados preliminares: seis pacientes com lesão medular completa – classificada como grau A, que indica perda total de função motora e sensibilidade – apresentaram recuperação de movimentos em graus variados. Cinco desses pacientes evoluíram para o grau C, com recuperação parcial de força e mobilidade.
Apesar do potencial, o mecanismo de ação da polilaminina ainda não é totalmente compreendido, e os testes iniciais foram limitados a experimentos em laboratório, modelos animais e um pequeno número de voluntários. A polilaminina é derivada da laminina, uma proteína natural presente no organismo humano e em animais, envolvida em processos como adesão celular e organização tecidual.
Estudada há 25 anos pela professora “Tatiana Coelho de Sampaio”, da UFRJ, a substância oferece um efeito duplo: neuroproteção, ao limitar o dano, e regeneração, ao estimular a proliferação de novas células.
“É uma molécula de funções primitivas”, explicou a pesquisadora, destacando sua presença até em esponjas marinhas. “Com ela, conseguimos um efeito duplo: neuroproteção, ao conter o dano, e regeneração, ao estimular novas células. Antes da aplicação nos pacientes, havia menos neurônios; depois, eles proliferaram”, acrescentou.
Um caso emblemático é o do analista “Bruno Drummond”, que aos 23 anos sofreu um acidente de trânsito, fraturando a coluna cervical e perdendo o controle de braços e pernas.
Após aplicação da polilaminina nas primeiras 24 horas, seguida de fisioterapia imediata, ele recuperou movimentos gradualmente. “No primeiro mês após a medicação, o efeito foi sutil: consegui mexer o dedão do pé. Aquilo não me parecia grande coisa”, relatou Drummond à revista Veja. Hoje, ele caminha normalmente e recuperou quase toda a mobilidade dos braços. “No caso dele, o diferencial foi a rapidez da aplicação, realizada nas primeiras 24 horas após a lesão, somada ao início imediato da fisioterapia. Tempo e reabilitação são fatores decisivos”, enfatizou Sampaio.
Antes da autorização recente, em dezembro de 2025, decisões judiciais permitiram o uso compassivo da substância em casos específicos. Por exemplo, “Luiz Fernando Mozer”, de 37 anos, lesionado durante uma apresentação de motocross, recebeu a injeção e, menos de 48 horas depois, sentiu toques nos membros inferiores; em 29 de dezembro de 2025, contraiu músculos da coxa e região anal, ampliando a sensibilidade. Outro paciente, um homem de 35 anos paraplégico após queda de moto, apresentou leve movimento do pé e sensibilidade em partes das pernas no mesmo período. Uma terceira paciente, mulher de 35 anos de Governador Valadares (MG), recebeu a substância há menos de uma semana em dezembro de 2025, com quadro estável, mas sem recuperação reportada até então.
O estudo autorizado pela Anvisa envolve uma solução injetável de laminina, administrada uma única vez diretamente na medula lesionada. Nesta fase 1, cinco pacientes entre 18 e 72 anos, com lesão aguda completa na medula torácica (entre T2 e T10) ocorrida há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica, serão incluídos. Os centros de pesquisa serão definidos pela Cristália e comunicados à agência.
A avaliação prioriza o monitoramento de eventos adversos, desde leves até graves, incluindo a possível produção de anticorpos contra a substância. Em outubro de 2025, o ministro da Saúde, “Alexandre Padilha” (PT), determinou prioridade absoluta para o acompanhamento dos estudos pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, com potencial incorporação ao SUS se comprovada a segurança e eficácia.
“O Ministério da Saúde e a Anvisa estabeleceram prioridade absoluta para acompanhar estudos de avaliação da sua segurança e eficácia e, com isso, acelerar a chance de acesso à população”, declarou Padilha. Parentes de pacientes também lançaram uma petição online pela aprovação de novas fases de pesquisa.
A Anvisa ressaltou cautela: “Neste momento, o estudo proposto ainda é insuficiente para avaliar a eficácia do medicamento. O foco inicial do estudo é verificar a segurança do produto. A depender dos resultados da fase 1 do estudo, ele poderá avançar para as etapas de fase 2 e 3, que têm o objetivo de comprovar a eficácia do medicamento”. Esse processo regulatório garante que o medicamento só seja utilizado amplamente após rigorosa verificação.
O avanço representa um marco para a ciência brasileira, destacando a importância de investimentos em pesquisa pública e parcerias com a indústria farmacêutica. Com potencial para impactar milhares de vítimas de acidentes, o estudo pode abrir caminhos para tratamentos inovadores em neurologia.
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