"Policiais não vivem de likes": Delegados denunciam promessas não cumpridas em São Paulo
Com outdoors e ofensiva digital, o Sindpesp denuncia desvalorização salarial e falta de estrutura sob a gestão Tarcísio de Freitas, cobrando as promessas feitas na campanha de 2022
O cenário da Segurança Pública no estado de São Paulo ganha novos contornos de tensão política e institucional. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) iniciou, nesta terça-feira (24/2), uma ampla campanha publicitária e digital para denunciar o que classifica como “sucateamento” da Polícia Civil bandeirante. A ação, que inclui a instalação de outdoors em cidades estratégicas do interior e litoral, foca na desconstrução da narrativa oficial do governo estadual.
Ofensiva no interior e litoral
A primeira fase da mobilização atinge municípios como Campinas, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, Sorocaba e Bauru, entre outros. O objetivo é levar ao conhecimento da população residente fora da capital a realidade operacional da instituição. Segundo o sindicato, há um abismo entre a propaganda do Palácio dos Bandeirantes e o cotidiano das delegacias, marcado por defasagem salarial e carência de recursos básicos.
A presidente do Sindpesp, a delegada Jacqueline Valadares, criticou duramente a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em declaração oficial, ela afirmou:
“A verdade precisa ser dita: trata-se de uma gestão que não entrega salários dignos para aqueles que enfrentam facções criminosas, que colocam suas vidas em risco e que têm carga de trabalho extenuante.”
O Raio-X do sucateamento: Números e Dados
A entidade baseia suas críticas em dados alarmantes sobre a estrutura da corporação. Atualmente, a Polícia Civil de São Paulo enfrenta um déficit de 14.377 profissionais, abrangendo cargos de delegados, escrivães, investigadores, peritos e médicos-legistas.
Embora o governo tenha realizado 5.760 admissões entre 2023 e janeiro de 2026, o volume de baixas (aposentadorias e exonerações) no mesmo período foi de 3.691 postos. Apenas em janeiro de 2026, 113 policiais deixaram a instituição, evidenciando uma alta evasão.
Promessas de campanha e impacto político
O movimento sindical lembra que, durante a corrida eleitoral de 2022, o então candidato Tarcísio de Freitas prometeu transformar a polícia paulista em uma das mais bem pagas e equipadas do país. No entanto, o Sindpesp alega que direitos básicos, como hora extra, adicional noturno e auxílio-saúde, seguem sonegados.
A delegada Jacqueline Valadares alerta para o uso político do tema em 2026, ano eleitoral: “Policiais não vivem de likes. Se o governador pretende falar em Segurança Pública, deve começar cumprindo o que deve à Polícia Civil“. A falta de critérios técnicos para promoção e a perspectiva de apenas 139 dos 3,1 mil delegados atingirem o topo da carreira (Classe Especial) são apontadas como fatores de desmotivação crônica.
Impacto Social
A insegurança financeira dos agentes e a falta de investimentos refletem diretamente na ponta, afetando a capacidade de investigação e o combate ao crime organizado no interior paulista. O sindicato reforça que, sem uma política real de valorização, a tendência para o restante de 2026 é o agravamento do desprovimento das delegacias.
O que você pensa sobre a situação da Segurança Pública em São Paulo? Acredita que a valorização policial deve ser prioridade imediata do governo?
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