PF deflagra Operação Zona Cinzenta contra irregularidades de R$ 400 milhões na previdência do Amapá
Ação investiga crimes de gestão fraudulenta e temerária envolvendo a aplicação de recursos de servidores em letras financeiras; operação ocorre após desdobramentos similares no Rio de Janeiro
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (6), a Operação Zona Cinzenta, com o objetivo de investigar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Amapá Previdência (Amprev). O foco da investigação reside na aplicação de R$ 400 milhões em títulos emitidos pelo Banco Master, liquidados em novembro do ano passado.
De acordo com nota oficial emitida pela corporação, a ofensiva busca apurar os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta. Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal, em Macapá.
Alvos e processo de decisão
Entre os alvos da operação estão o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, e os integrantes do comitê de investimentos, Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves.
As investigações apontam que os nomes citados votaram favoravelmente à aquisição de Letras Financeiras do Banco Master durante três reuniões colegiadas realizadas nos dias 12, 19 e 30 de julho de 2024. A PF sustenta que:
“A investigação examina a aprovação e a execução de investimentos realizados pela autarquia estadual responsável pela gestão do RPPS/AP em Letras Financeiras emitidas por banco privado.”
Contexto nacional e impactos
O caso do Amapá não é isolado. Dados do Ministério da Previdência Social indicam que, entre outubro de 2023 e dezembro de 2024, regimes próprios de previdência de 18 estados e municípios alocaram pelo menos R$ 1,9 bilhão em títulos da mesma instituição financeira.
A Operação Zona Cinzenta ocorre em uma esteira de fiscalização rigorosa sobre os fundos de pensão estaduais. No dia 23 de janeiro, o Rioprevidência — que detém o maior volume de aportes nesses títulos (R$ 970 milhões) — também foi alvo de ação policial. Na última terça-feira (3), o ex-presidente da autarquia fluminense, Deivis Marcon Antunes, foi preso. O fundo dos servidores do Amapá aparece como o segundo maior investidor no ranking desses ativos sob suspeita.
A autarquia estadual do Amapá é a responsável pela gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), afetando diretamente a segurança financeira dos servidores públicos do estado.
Qual sua opinião sobre a fiscalização dos fundos de previdência estaduais? Acredita que os mecanismos de controle atuais são suficientes para proteger o patrimônio dos servidores? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe esta matéria para manter outros cidadãos informados.
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