Países Latino-Americanos e Espanha condenam intervenção militar dos EUA na Venezuela
Em meio a um cenário de crescente instabilidade internacional, uma declaração conjunta emitida por seis países reflete a tensão regional gerada por eventos recentes na Venezuela
No dia 4 de janeiro de 2026, os governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram uma nota oficial expressando profunda preocupação com as ações militares unilaterais executadas no território venezuelano.
Essa posição surge em resposta aos eventos de 3 de janeiro de 2026, quando forças armadas dos Estados Unidos realizaram uma série de ataques aéreos em Caracas e capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, em uma operação descrita como uma intervenção para remover o líder autoritário.
A ação, anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, incluiu strikes em múltiplos alvos militares e resultou na transferência de Maduro para custódia dos EUA, com Trump afirmando que os Estados Unidos agora “administrariam” o país temporariamente.
A declaração conjunta, publicada simultaneamente pelos ministérios das relações exteriores dos países signatários, enfatiza o rechaço a essas medidas, argumentando que elas violam princípios fundamentais do direito internacional.
No texto, os governos afirmam: “Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas.” Eles destacam que tais atos criam um “precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais”.
Além disso, a nota reitera a necessidade de soluções pacíficas: “Reiteramos que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional.” Os signatários defendem um “processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos”, como única via para uma resolução democrática e sustentável.
Os países também reafirmam o compromisso com a América Latina e o Caribe como uma “zona de paz”, apelando à unidade regional e exortando as Nações Unidas e outros mecanismos multilaterais a intervirem para desescalar as tensões. Por fim, expressam preocupação com “qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos”, vendo isso como incompatível com o direito internacional e uma ameaça à estabilidade regional.
Reações internacionais têm sido variadas. No México, a presidente Claudia Sheinbaum condenou veementemente a intervenção, alinhando-se à nota conjunta e destacando a violação da soberania. Fontes indicam que essa posição reflete uma frente latino-americana contra o que é percebido como uma escalada unilateral dos EUA, com precedentes em operações passadas na região.
No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores divulgou a nota em seu site oficial, reforçando o apego à Carta das Nações Unidas. Já na Espanha, a declaração foi ecoada pela mídia europeia, com ênfase no rechaço conjunto a ataques que colocam em risco civis.
Esse episódio ocorre em um contexto de tensões acumuladas, com os EUA realizando pelo menos 35 ataques prévios contra alvos venezuelanos antes da operação final. Analistas apontam que a captura de Maduro pode alterar dinâmicas regionais, mas a nota conjunta sinaliza uma resistência coletiva à intervenção externa.
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