Opção de Bolsonaro por Flávio na disputa presidencial é questão de sobrevivência do clã no cenário político
"Bolsonarismo" encolheu e escolha de Flávio para disputar com Lula, mantém o protagonismo da família
O bolsonarismo no Brasil não encolheu em relevância, mas está deixando de ser um "movimento de um homem só" para se tornar uma corrente de direita institucionalizada, com novos líderes e focada no controle do Legislativo.
De olho nas eleições deste ano, o movimento passou a apostar todas as fichas em fazer maioria no Senado, principalmente para conseguir a façanha de afastar, através de processo de impeachment, os ministros da Suprema Corte, alvos primários do movimento.
Mas, para se manter no protagonismo diante das adversidades enfrentadas pelo ex-presidente, como as condenações e penas em andamento, a saída é ter um representante da família no jogo eleitoral, e a opção mais lógica (e única) é o senador Flávio Bolsonaro, já indicado como candidato do clã na disputa presidencial.
O senador entra na disputa em desvantagem, mas deverá ser o nome que vai polarizar com Lula. Nesta quinta-feira, após visitar o ex-presidente na Papudinha, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas anunciou que é candidato à reeleição, portanto, estrada aberta para Flávio. A opção de Jair por seu filho tem dois motivos, o primeiro é que dificilmente o senador vá traí-lo politicamente, diferente de outro nome fora da família. A mesma possibilidade ele enxergava em sua esposa, Michelle, que poderia deixa-lo, caso fosse eleita.
Além disso, Flávio vai ajudar na eleição de senadores por todo o país, afinal, terá recursos do Fundo Eleitoral para apoiar candidaturas que tenham, de fato, chances reais de sucesso. Com isso, o clã se mantém no foco e nos noticiários. Mesmo que Flávio perca a eleição, estará pavimentando e fortalecendo seu nome para 2030.
Com este cenário praticamente definido, Bolsonaro garante a perpetuação de sua família na vida pública.
Além disso, Carlos Bolsonaro migrou seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, onde deve disputar uma cadeira ao Senado, mantendo a representatividade do clã no Congresso, caso seja eleito. Com Eduardo Bolsonaro fora do jogo, eleitoralmente falando, as fichas de apostas recaem sobre Flávio e Carlos.
O ‘bolsonarismo', como movimento, deve se manter por um longo período no processo político brasileiro, resta saber se o clã familiar também vai resistir diante das pressões e processos em andamento. Contra Flávio ainda pesam acusações de enriquecimento ilícito como a compra de uma mansão em Brasília e os imóveis no Rio de Janeiro.
2026 promete muito barulho ainda…
A coluna PAINEL POLÍTICO volta em fevereiro, onde teremos mais análises também em formato de vídeo. Aguardem.
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