Ofensiva no Senado: Grupo de Trabalho quer depoimento de Daniel Vorcaro sobre o Banco Master
Em ofensiva institucional, senadores buscam transparência total em investigações sobre o Banco Master, defendendo o fim de "blindagens" e o compartilhamento de informações sigilosas com o Legislativo
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal deu um passo decisivo nesta quarta-feira (11) para ampliar a fiscalização sobre as investigações que envolvem o Banco Master. O presidente do colegiado, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), liderou uma comitiva parlamentar em reuniões estratégicas com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
O foco central da mobilização é garantir que o Parlamento tenha acesso irrestrito a documentos, inclusive aqueles sob sigilo, para subsidiar o grupo de trabalho criado na CAE para acompanhar as denúncias contra a instituição financeira. Segundo Renan Calheiros, a intenção é evitar qualquer tipo de obstrução ou impunidade.
“O papel do Senado é fortalecer a investigação da Polícia Federal para que em nenhuma hipótese haja blindagem nessa investigação. Entregamos pedido de informações, inclusive sigilosas”, afirmou o senador.
A competência da CAE e o papel do sigilo
Embora haja movimentações para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista, o senador Renan Calheiros destacou que a CAE possui atribuição constitucional permanente para fiscalizar o sistema financeiro nacional. Ele fundamentou a requisição de dados na Lei Complementar 105/2001, que disciplina o sigilo das operações financeiras e permite que comissões permanentes do Congresso Nacional solicitem informações sensíveis, desde que aprovadas pelo Plenário.
O senador Esperidião Amin (PP-SC), que integrou a comitiva, reforçou a necessidade de transparência. Para ele, o sigilo excessivo pode atuar como uma barreira à justiça. “O mais importante foi ouvirmos do presidente do Supremo que a democracia pede que haja transparência. O excesso de sigilo vai pretender ser blindagem, isso tem que ser impedido”, declarou Amin.
Próximos passos: depoimentos e legislação
A estratégia do grupo de trabalho agora se volta para a fase de oitivas. O senador Renan Calheiros indicou que a prioridade inicial é ouvir o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro. O objetivo é duplo: apurar as responsabilidades por eventuais irregularidades — classificadas pelo senador como um dos maiores golpes da história do país — e identificar falhas na regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central.
Além de Renan Calheiros e Esperidião Amin, participaram das reuniões os senadores:
Izalci Lucas (PL-DF)
Fernando Farias (MDB-AL)
Damares Alves (Republicanos-DF)
Leila Barros (PDT-DF)
Soraya Thronicke (Podemos-MS)
Margareth Buzetti (PP-MT)
O senador Izalci Lucas pontuou que a visita a órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a PF é essencial para que o Legislativo possa “programar para mudar a legislação” com base em dados concretos.
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