O 'vai e vem' de Marcos Rocha em relação a disputar as eleições deste ano
Governador de Rondônia disse que 'não vai entregar o governo a quem o traiu', referindo-se ao vice, e que permanece no cargo, mas deixa dúvida no ar, 'se for da vontade de Deus, sim, sou candidato'
O governador de Rondônia, Marcos Rocha (UB), afirmou que pretende permanecer no cargo até o final de 2026, abrindo mão de disputar uma vaga ao Senado Federal. A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista Everton Leoni, da SIC TV, e tem impacto direto no cenário político estadual e nos bastidores das eleições de 2026.
Ao optar por concluir o mandato, Marcos Rocha inviabiliza, ao menos neste momento, projetos eleitorais dentro do próprio núcleo familiar. Sua esposa, Luana Rocha, que vinha sendo citada como possível candidata a deputada federal, e seu irmão, Sandro Rocha, atual diretor do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO), que pretendia disputar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), ficam fora do tabuleiro eleitoral imediato.
Durante a entrevista, o governador fez críticas duras ao vice-governador Sérgio Gonçalves e ao ex-chefe da Casa Civil Júnior Gonçalves, irmão do vice. Segundo Rocha, houve quebra de confiança: “estendi a mão” e fui “traído”, afirmou. O governador relembrou o episódio em que ficou retido em Israel, durante o período de bombardeios atribuídos ao conflito com o Irã, quando o vice tentou, judicialmente, assumir o comando do Executivo estadual.
Outro ponto abordado por Marcos Rocha foi uma promessa antiga de governo: a substituição do Pronto Socorro João Paulo II. O governador afirmou que estuda a compra de um imóvel para a instalação de um novo hospital, com apoio do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), proposta apresentada ainda durante sua primeira campanha ao Palácio Rio Madeira. Até o momento, não foram divulgados valores, prazos ou detalhes técnicos do projeto.
Sobre a decisão de permanecer no cargo, Rocha declarou que conversou previamente com a esposa e o irmão, e que ambos lhe deram “carta branca” para definir seu futuro político. Ainda assim, deixou uma brecha aberta: “se for da vontade de Deus, sim, sou candidato”, disse, sem detalhar a que cargo ou em que circunstâncias. Veja a íntegra:
Bastidores políticos
Nos bastidores, aliados apontam que a permanência de Marcos Rocha no governo não se resume apenas a uma escolha administrativa. Há o temor de que, caso deixe o cargo, o vice-governador Sérgio Gonçalves utilize a máquina estatal para enfraquecer ou dificultar projetos eleitorais ligados à família Rocha. Ao seguir no comando do Executivo, o governador se mantém politicamente “blindado”.
Com isso, a tendência é que Marcos Rocha concentre apoio em aliados diretos, como o atual chefe da Casa Civil, Elias Rezende, citado como pré-candidato a deputado federal. Nos últimos meses, Rocha também foi procurado pelo ex-senador Expedito Júnior, que o convidou para disputar o Senado pelo PSD. Segundo relatos, em reunião realizada no final do ano passado, o governador chegou a afirmar que “iria para a legenda”, mas não avançou em filiações ou articulações concretas.
Até o momento, não há registros oficiais de mudança partidária nem de pré-candidatura formal, e qualquer cenário além do atual permanece no campo das especulações.
O que você acha da decisão de Marcos Rocha de permanecer no governo até 2026? Comente, compartilhe e participe do debate.
Palavras-chave
Marcos Rocha, Governo de Rondônia, Eleições 2026, Vice-governador Sérgio Gonçalves, Bastidores políticos, Assembleia Legislativa de Rondônia, Senado Federal, Política em Rondônia
Acompanhe o Painel Político
Twitter: @painelpolitico
Instagram: @painelpolitico
👉 Entre no canal do WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029Va4SW5a9sBI8pNwfpk2Q
👉 Siga no Telegram: https://t.me/PainelP
Hashtags
#PainelPolitico #Rondônia #MarcosRocha #PolíticaRO #Eleições2026 #BastidoresPolíticos



