Desde o dia 19 de janeiro, o sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enfrenta graves instabilidades. A digitalização dos serviços públicos é um caminho sem volta e, quando bem executada, representa eficiência, transparência e ampliação do acesso. No entanto, quando a tecnologia falha, o impacto não é apenas técnico: é humano, social e jurídico. A recente instabilidade dos sistemas do INSS escancara essa realidade.
Por dias consecutivos, usuários relataram dificuldades, ou mesmo impossibilidade total, de acesso ao site e ao aplicativo do órgão. Serviços essenciais ficaram indisponíveis: requerimentos de aposentadoria, pedidos de auxílio-doença, agendamentos de perícia, emissão de extratos e atualização cadastral. Não se trata de um mero inconveniente digital, mas de direitos sociais colocados em espera.
O INSS atende justamente quem não pode esperar. Aposentados, pensionistas, pessoas afastadas por doença, cidadãos em situação de vulnerabilidade e famílias que dependem daquele benefício mensal para sobreviver. Para esse público, previsibilidade não é luxo, é necessidade básica. Qualquer interrupção prolongada gera insegurança financeira, ansiedade e, em muitos casos, fome.




