Magno Malta e Eduardo Girão cobram do STF proteção a investigados da Operação Compliance Zero
Ofício ao ministro André Mendonça cita "preocupação humanitária" e caso de "Sicário" para justificar transferência de empresários a unidade de segurança máxima
Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) enviaram ofício ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a transferência de Daniel Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Campos Zettel, para um estabelecimento penal federal de segurança máxima. No documento, os parlamentares alegam “grave preocupação institucional” e “humanitária” com a integridade física dos investigados presos no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura organização criminosa de alto poder econômico .
No ofício, Magno Malta e Eduardo Girão citam como fator de alerta o suicídio, sob custódia da Polícia Federal, de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão — apontado como operador do núcleo de monitoramento do grupo investigado. “A ocorrência de óbito sob custódia federal reforça a necessidade de adoção de protocolos rigorosos de proteção a todos os envolvidos”, afirmam os parlamentares no texto encaminhado ao STF .
O que diz o pedido dos senadores
Segundo os parlamentares, a transferência para unidade federal seria medida preventiva para “garantir a regularidade das investigações e a segurança dos custodiados”, diante do “alto poder de articulação e recursos” atribuído à organização sob apuração. O documento destaca ainda que presídios federais contam com “estrutura especializada, monitoramento permanente e isolamento adequado” para casos de grande repercussão.
É importante registrar que, até o momento desta publicação, não foi possível verificar em fontes oficiais do STF ou da Polícia Federal o teor integral do ofício citado, nem sua tramitação formal junto ao gabinete do ministro André Mendonça. Informação insuficiente para verificar.
Decisão recente sobre custódia
Em despacho publicado em 4 de março de 2026, o ministro André Mendonça autorizou a transferência de Daniel Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão da Superintendência da Polícia Federal para o sistema penitenciário estadual . A medida atendeu a requerimento da própria PF, que argumentou não dispor de estrutura para custódia prolongada em suas dependências.
“Revelando-se operacional e institucionalmente mais adequado que a custódia seja realizada em estabelecimento prisional com infraestrutura e pessoal especializado, é cabível o acolhimento do pleito”, fundamentou André Mendonça . A decisão não especifica unidade prisional, deixando a definição logística a cargo dos órgãos de execução penal.
Contexto da Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero investiga uma organização criminosa suspeita de fraudes financeiras, corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro e monitoramento clandestino de adversários . As apurações, iniciadas em 2024 a pedido do Ministério Público Federal (MPF), apontam para a emissão e venda de títulos de crédito sem lastro pelo Banco Master, instituição controlada por Vorcaro até sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 2025 .
Segundo decisões do ministro André Mendonça, há indícios de que o grupo investigado teve acesso a sistemas sigilosos de órgãos como a própria Polícia Federal, o MPF e a Interpol, com o objetivo de intimidar “concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas” . O magistrado também determinou o afastamento de dois servidores do Banco Central — Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana — e o sequestro de bens no valor de até R$ 22 bilhões .
Posicionamento da defesa
A defesa de Daniel Vorcaro emitiu nota afirmando que o empresário “sempre esteve à disposição das autoridades” e “colaborou de forma transparente com as investigações desde o início” . Os advogados negaram “categoricamente as alegações atribuídas” a Vorcaro e reiteraram confiança “no devido processo legal e no funcionamento das instituições”.
Impactos institucionais e desdobramentos
O caso reacendeu debates sobre protocolos de custódia em investigações de alta complexidade, especialmente após a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão sob guarda da Polícia Federal em Belo Horizonte . Autoridades de segurança pública e entidades de direitos humanos têm cobrado revisão de procedimentos para prevenção de riscos em unidades de detenção provisória.
O ministro André Mendonça segue como relator do caso no STF, com competência para analisar novos pedidos e medidas cautelares relacionadas à Operação Compliance Zero . A manifestação dos senadores Magno Malta e Eduardo Girão integra o conjunto de demandas que poderão ser apreciadas nas próximas semanas.
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