Lula quebra silêncio sobre menção de filho na CPI do INSS: "Se tiver alguma coisa, vai pagar o preço"
Em entrevista, o presidente reforça tom de seriedade sobre investigações, enquanto o colegiado apura suposto lobby envolvendo venda de canabidiol e agendas no Ministério da Saúde
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou abertamente, nesta quinta-feira (5), a menção ao nome de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no âmbito da CPI do INSS no Congresso Nacional. Em entrevista concedida ao portal Uol, o mandatário relatou ter confrontado o filho sobre as suspeitas de irregularidades.
“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei ele aqui, e falo isso com todo mundo, olhei no olho dele e disse: só você sabe a verdade, se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda, porque é assim que eu trato as coisas, com muita seriedade”, afirmou o Presidente Lula.
O contexto da investigação
O caso ganhou tração em dezembro de 2025, quando o presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou o interesse do colegiado em ouvir Lulinha. A intenção era esclarecer o depoimento de uma testemunha sobre um suposto lobby em favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Na ocasião, um requerimento de convocação chegou a ser apresentado, mas foi rejeitado pelos membros da comissão por falta de provas materiais que sustentassem o relato inicial.
As alegações de suposto lobby
De acordo com informações antecipadas pelo portal Poder 360 e confirmadas pelo senador Carlos Viana, a testemunha Edson Claro — ex-funcionário de Antunes — afirmou à Polícia Federal que Lulinha teria recebido R$ 25 milhões. O montante seria destinado a facilitar licitações para a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde.
Antônio Carlos Camilo Antunes, que atua como CEO da World Cannabis, possui registros de entrada no Ministério da Saúde nos anos de 2024 e 2025. Em janeiro de 2026, o empresário teve uma agenda oficial com o então secretário-executivo da pasta, Swedenberger do Nascimento Barbosa (PT), que atualmente integra o gabinete pessoal do Presidente da República.
Posicionamentos oficiais
O Ministério da Saúde emitiu nota oficial esclarecendo que as reuniões com a empresa citada foram devidamente registradas no sistema público de agendas, mas não geraram contratos.
“Não há oferta desse insumo no SUS e nenhuma compra foi realizada pelo Ministério da Saúde“, pontuou a instituição.
A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes declarou não ter conhecimento sobre o teor das acusações de lobby. Até o fechamento desta matéria, Fábio Luís Lula da Silva não havia se manifestado publicamente sobre as declarações do pai ou sobre o teor do depoimento citado na CPI.
🔎 Verificação e Confiabilidade
Status da Convocação: O requerimento para ouvir Lulinha foi rejeitado pela CPI em dezembro de 2025 por ausência de provas.
Dados Financeiros: A menção ao valor de R$ 25 milhões provém de depoimento testemunhal à PF, sem comprovação documental técnica apresentada até o momento.
Agendas Públicas: As visitas de Careca do INSS ao ministério são verificáveis via Portal da Transparência
Qual a sua opinião sobre a postura do presidente diante das citações de familiares em investigações? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe esta análise em suas redes sociais para fomentar o debate democrático.
Palavras-chave (SEO)
Lula, Lulinha, CPI do INSS, Carlos Viana, Ministério da Saúde, Canabidiol, Painel Político, Política Brasileira, Investigação Congresso.
#️⃣ Hashtags #PainelPolitico #Política #CongressoNacional #Lula #CPIdoINSS #Brasil
Contatos e Redes Sociais — Painel Político
Twitter: @painelpolitico
Instagram: @painelpolitico
LinkedIn: Painel Político
Links de Convite
WhatsApp: Canal Painel Político
Telegram: t.me/PainelP



