Justiça italiana mantém Carla Zambelli presa por 'alto risco de fuga'
Decisão da Corte de Apelação de Roma reforça possibilidade de extradição ao Brasil; deputada federal pode aguardar processo por até dois anos em regime fechado – acompanhe os detalhes
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) permanecerá presa em um presídio de Roma, na Itália, enquanto tramita o processo de extradição solicitado pelas autoridades brasileiras. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (28) pela Corte de Apelação do país europeu, um dia após a audiência realizada na quarta-feira (27), na qual três juízes analisaram o caso. A corte alegou o "grau máximo" de perigo de fuga caso a parlamentar fosse liberada, destacando fortes indícios de risco com base em documentos apresentados.
De acordo com o documento da Corte de Apelação de Roma, os juízes rejeitaram o pedido da defesa para liberdade provisória ou prisão domiciliar, considerando que Zambelli entrou na Itália em 5 de junho de 2025 e que há evidências de que ela poderia tentar escapar. A parlamentar, considerada foragida pela Justiça brasileira, foi detida em Roma, após alerta da Interpol ativado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro do STF Alexandre de Moraes é o responsável pelo pedido de extradição, motivado por duas condenações impostas à deputada: uma por invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outra por porte ilegal de arma.
Os magistrados italianos também avaliaram laudos médicos para determinar se Zambelli possui condições de saúde compatíveis com o regime prisional. O perito médico concluiu, "em termos gerais e abrangentes, que a equipe que trabalha na unidade onde a paciente está internada garante a administração correta de terapias farmacológicas, o monitoramento básico e especializado constante da saúde e a administração correta e consistente das terapias estabelecidas". Assim, a corte decidiu que não há impedimentos graves de saúde que justifiquem a liberação, mantendo-a em prisão preventiva.
Durante a audiência de quarta-feira, o advogado de Zambelli, Ralph Tórtima, argumentou contra o risco de fuga, afirmando que a deputada não possui passaporte italiano nem brasileiro e que suas contas bancárias, assim como as de seu marido, foram bloqueadas por ordem do ministro Alexandre de Moraes. "Ela não tem nem passaporte italiano, nem passaporte brasileiro e não tem dinheiro porque o Alexandre de Moraes bloqueou as contas dela e do marido. Então, ela não tem como ir para outro lugar", declarou o defensor. No entanto, o procurador de Justiça italiano alertou os juízes sobre o alto risco, o que influenciou a manutenção da prisão.
O processo de extradição pode se estender por até dois anos, conforme estimativas de especialistas em direito internacional. Zambelli deixou o Brasil antes de ser presa para cumprir as sentenças do STF, que somam 10 anos de reclusão. A defesa havia solicitado às autoridades italianas que ela aguardasse a decisão em liberdade, mas o pedido foi negado. Agora, a parlamentar seguirá detida até a conclusão do análise pela Justiça italiana, que decidirá se concede ou não a extradição.
Essa decisão reforça o cerco internacional contra figuras políticas envolvidas em investigações no Brasil, destacando a cooperação entre o STF e autoridades estrangeiras.
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