Invasão à MacapáPrev: roubo de dados, renúncia de prefeito e o rastro de R$ 400 mi no Banco Master
Sem arrombamento e com sistemas cortados, invasão à sede da MacapáPrev ocorre após troca de gestão e renúncia de prefeito afastado pelo STF; caso se soma a investigação federal sobre aportes ao Master
📌 Em resumo
• Sede da MacapáPrev foi invadida sem arrombamento; computadores de ex-gestores e imagens de segurança foram levados
• Prefeito Dr. Furlan (PSD) renunciou após afastamento pelo STF na Operação Paroxismo, que investiga fraude de R$ 69,3 mi em licitações de saúde
• Câmara de Macapá instalou comissão para apurar vice-prefeito Mario Neto e redução de R$ 76 mi no caixa da previdência municipal em um ano
• PF investiga aporte de R$ 400 mi da Amapá Previdência no Banco Master, com gestão indicada por Davi Alcolumbre (União-AP)
• Por que isso importa: A sucessão de crises institucionais no Amapá expõe vulnerabilidades na governança de fundos previdenciários regionais e testa a capacidade de resposta do sistema de justiça em ano eleitoral.
Na madrugada de sábado (14), a sede da Macapá Previdência (MacapáPrev), no centro da capital amapaense, foi alvo de uma invasão sigilosa: computadores de ex-diretores, documentos processuais e imagens do circuito interno foram subtraídos sem arrombamento externo . O caso, investigado pela Polícia Civil do Amapá (PCAM) sob suspeita de “queima de arquivo”, ocorre uma semana após a saída da ex-presidente do órgão, Janaína Ramos, e dez dias depois da renúncia do prefeito Dr. Furlan (PSD), afastado pelo STF na Operação Paroxismo.
Invasão sem arrombamento: modus operandi aponta acesso interno
De acordo com o Boletim de Ocorrência nº 00019898/2026, a constatação do roubo ocorreu antes do início do atendimento ao público na MacapáPrev. As primeiras apurações indicam que não houve arrombamento externo e que todas as formas de comunicação dos sistemas foram cortadas durante a ação. Foram levados notebooks do ex-diretor Financeiro, Fabiano Gemaque Valente de Andrade, e da ex-chefe de gabinete, Karyna Santos Ramos — ambos exonerados após a saída de Furlan.
"A principal linha de investigação é a destruição de provas sobre ilícitos cometidos na gestão previdenciária do município", informaram fontes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp)
A prefeitura de Macapá comunicou, via redes sociais, a suspensão do atendimento na sede na segunda-feira (16) para "ajustes técnicos na rede", sem citar explicitamente a invasão.
Operação Paroxismo: afastamento, renúncia e cenário eleitoral
Em 3 de março, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento por 60 dias do prefeito Antônio Furlan (PSD) e do vice-prefeito Mario Neto (Podemos) no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo. A investigação apura suposto esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, obra estimada em R$ 69,3 milhões com recursos de emendas Pix.
No dia seguinte ao afastamento, Furlan formalizou renúncia ao mandato, justificando a decisão como cumprimento de exigência legal para disputar o governo do Amapá nas eleições de 2026. Com a vacância, o comando da prefeitura passou ao presidente da Câmara, Pedro DaLua (União Brasil), que empossou Lucélia Quaresma como nova presidente interina da MacapáPrev em 9 de março.
"Meus primeiros objetivos são promover uma auditoria das contas, analisar o fluxo de caixa e entender a real situação previdenciária da capital", afirmou Lucélia Quaresma, presidente interina da MacapáPrev
Rombo na previdência municipal e pressão legislativa
Na quinta-feira (12), a Câmara Municipal de Macapá instalou comissão processante para apurar denúncias contra o vice-prefeito Mario Neto, que também atuava como secretário de Finanças. A representação cita "redução significativa no saldo financeiro" da MacapáPrev — de cerca de R$ 181,8 milhões para R$ 105 milhões em um ano —, além de "retiradas atípicas" e inconsistências entre registros contábeis e extratos bancários.
"A representação também cita registros de retiradas consideradas atípicas, além de apontamentos sobre possível desequilíbrio atuarial e inconsistências entre registros contábeis e extratos bancários", informou a Câmara
Paralelamente, o Ministério da Previdência Social questionou ao Tribunal de Contas do Amapá (TCE-AP) um rombo de R$ 221 milhões na MacapáPrev, cujo caixa teria caído de R$ 176,8 milhões para R$ 39 milhões em dois anos.
Conexão estadual: Amapá Previdência, Banco Master e indicação de Alcolumbre
A crise na esfera municipal ocorre em contexto de investigação federal sobre a Amapá Previdência (Amprev). Em 6 de fevereiro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Zona Cinzenta, apurando gestão temerária e fraudulenta na aplicação de aproximadamente R$ 400 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025.
Entre os alvos está Jocildo Silva Lemos, presidente da Amprev nomeado em 2023 pelo governador Clécio Luís (Solidariedade) por indicação do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de quem foi tesoureiro de campanha em 2022. Conforme apurado pela coluna de Malu Gaspar, do GLOBO, Lemos e o conselheiro José Milton Gonçalves — também indicado por Alcolumbre — teriam pressionado o comitê de investimentos para aprovar o aporte, mesmo com parecer técnico da Caixa Econômica Federal alertando sobre alto risco de solvência.
"Esse tipo de título não tem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e, portanto, com a liquidação do Master pelo Banco Central, dificilmente serão recuperados", alertaram analistas consultados pela reportagem.
Contextualização estratégica
A sucessão de eventos no Amapá — invasão à MacapáPrev, afastamento de gestores municipais pelo STF, investigação federal sobre aportes previdenciários de alto risco — ilustra um padrão recorrente na região: a fragilidade institucional de fundos de pensão estaduais e municipais frente a pressões políticas e operações financeiras complexas.
Para Rondônia e demais estados do Norte, o caso serve como alerta sobre a necessidade de transparência ativa na gestão de recursos previdenciários e de mecanismos de controle externo eficazes. Em ano eleitoral, a sobreposição de investigações judiciais e trocas de gestão exige dos veículos de imprensa apuração rigorosa para separar fatos verificáveis de especulações.
“A principal linha de investigação é a destruição de provas sobre ilícitos cometidos na gestão previdenciária do município.”
— Fontes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp)
Cronologia resumida dos fatos:
6/fev: PF deflagra Operação Zona Cinzenta contra Amprev por aportes no Banco Master
3/mar: STF afasta prefeito Furlan e vice Mario Neto na Operação Paroxismo
4/mar: Furlan renuncia ao cargo para disputar governo do Amapá
9/mar: Lucélia Quaresma assume presidência interina da MacapáPrev
12/mar: Câmara de Macapá instala comissão para apurar Mario Neto e gestão da MacapáPrev
14/15/mar: Invasão à sede da MacapáPrev; roubo de computadores e documentos
A invasão à MacapáPrev não é um episódio isolado: integra um quadro mais amplo de tensão institucional, onde a gestão de recursos previdenciários se torna alvo de disputas políticas e, potencialmente, de obstrução de investigações.
Enquanto a Polícia Civil do Amapá e a Polícia Federal avançam nas apurações, cabe à sociedade e aos órgãos de controle exigir transparência total sobre o destino dos recursos públicos. Em um momento em que a confiança nas instituições é testada, a clareza dos fatos — e não o ruído das especulações — deve guiar o debate público.
Que mecanismos de prevenção poderiam evitar que crises como esta se repitam em outros estados da região?
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