Institucionalização em xeque: Bitcoin cai para US$ 63 mil e acende alerta em Wall Street
A maior criptomoeda do mundo rompe ciclos históricos de valorização e enfrenta pressão de venda institucional, temores sobre computação quântica e migração de capital para mercados preditivos
O mercado de criptoativos atravessa um de seus momentos mais desafiadores desde a sua criação. O Bitcoin, a principal e mais antiga moeda digital do mundo, entrou em uma espiral de desvalorização que já acumula perdas de 27% apenas nos primeiros meses de 2026. Se comparado à máxima histórica atingida em outubro de 2025, o ativo já retrocedeu 50% de seu valor.
Diferente de crises anteriores, o cenário atual é marcado por uma forte conexão com o sistema financeiro tradicional. A institucionalização do ativo, que outrora foi vista como um pilar de estabilidade, agora expõe a criptomoeda à volatilidade de Wall Street.
Ruptura de ciclos e liquidação no Mercado de Futuros
Historicamente, o Bitcoin seguia ciclos de quatro anos atrelados ao halving (evento que reduz a emissão de novas moedas). O padrão consistia em três anos de alta seguidos por um de correção severa. Contudo, em 2025, a moeda encerrou o ano com queda de 6%, mesmo após atingir recordes em outubro.
De acordo com Vinicius Bazan, CEO da consultoria Underblock, a estrutura da queda atual difere significativamente dos “invernos cripto” de 2018 e 2022.
“O maior perigo agora é tentar ler o bitcoin pelo passado. O ativo fez máxima um ano depois do halving e agora está caindo, mas toda a estrutura dessa queda está bem diferente”, afirma Bazan.
O ponto de inflexão ocorreu em 10 de outubro de 2025, em um “flash crash” que liquidou US$ 19 bilhões em posições no mercado de futuros, deixando os investidores otimistas sem força para retomar a tendência de alta.
O papel dos ETFs e a visão dos grandes investidores
A introdução de ETFs (fundos de índice) de Bitcoin à vista trouxe gigantes como a BlackRock para o setor. No entanto, o que deveria ser um porto seguro demonstrou fragilidade: em 2026, esses fundos registraram saídas em massa. A BlackRock, que gere o maior ETF do segmento com US$ 64,8 bilhões em ativos, monitora de perto o sentimento de aversão ao risco.
O investidor americano Michael Burry, conhecido por prever a crise imobiliária de 2008, criticou severamente a narrativa de que o Bitcoin seria um “ouro digital”. Para Burry, a criptomoeda foi exposta como um mero ativo especulativo, sem fundamentos orgânicos para interromper a queda.
“Não há nenhuma razão de caso de uso orgânico para que o bitcoin desacelere ou interrompa sua queda”, escreveu Michael Burry em análise recente.
Novos riscos: Computação quântica e Mercados Preditivos
Além da pressão macroeconômica, dois fatores técnicos e comportamentais emergiram como riscos no horizonte:
Segurança Tecnológica: Existe um temor crescente de que a computação quântica possa, em um futuro próximo, quebrar a criptografia do Bitcoin. Embora seja um risco conhecido, Fernando Ulrich, conselheiro da OranjeBTC, aponta que a controvérsia reside na agilidade dos desenvolvedores em atualizar o software da rede.
Migração de Capital: Investidores de varejo têm direcionado liquidez para mercados preditivos, como Polymarket e Kalshi, buscando retornos rápidos em apostas sobre eventos reais, o que drena parte da especulação que antes sustentava o preço do Bitcoin e de outras altcoins.
Impacto institucional e Efeito Dominó
A queda afeta diretamente empresas de capital aberto que utilizam o Bitcoin em suas tesourarias. A MicroStrategy (citada no mercado como Strategy), pioneira nessa estratégia, já amarga queda de 29,6% em suas ações este ano.
Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, alerta que a correlação com o setor de tecnologia (excluindo Inteligência Artificial) pode forçar institucionais a venderem outros ativos para cobrir prejuízos em cripto, gerando um efeito de contágio no mercado financeiro global.
As informações recentes revelam que o cenário para as altcoins (criptomoedas alternativas ao Bitcoin) em fevereiro de 2026 é ainda mais severo do que o enfrentado pela moeda líder. O fenômeno de “sangria” das altcoins intensificou-se nas primeiras semanas do ano, com ativos perdendo valor em ritmo acelerado à medida que investidores buscam refúgio em moedas estáveis (stablecoins) ou no próprio Bitcoin, que aumentou sua dominância de mercado mesmo em queda.
Aqui estão os detalhes complementares para aprofundar sua matéria:
Desempenho das principais altcoins (Fevereiro/2026)
Enquanto o Bitcoin acumula queda de 27% no ano, grandes projetos de infraestrutura e contratos inteligentes enfrentam desvalorizações superiores:
Ethereum (ETH): A segunda maior criptomoeda registrou uma queda drástica, sendo negociada próxima ao suporte psicológico de US$ 2.000 em 5 de fevereiro de 2026. Em apenas 24 horas (entre 4 e 5 de fevereiro), o ativo recuou 7,61%. No acumulado de 30 dias, a desvalorização superou os 40%.
Solana (SOL): Considerada uma das favoritas dos investidores de varejo no ciclo anterior, a Solana recuou para a faixa de US$ 122,63 no final de janeiro, estendendo as perdas em fevereiro.
XRP (Ripple): Sofreu sua maior perda percentual diária desde outubro de 2025, caindo 10,02% em 5 de fevereiro, sendo cotada a US$ 1,44. O ativo está agora 60% abaixo de sua máxima histórica de 2025.
Zcash (ZEC): Liderou as perdas entre ativos de maior capitalização com uma queda de 12% em um único dia.
Fatores de pressão específicos para altcoins
Aumento da Dominância do Bitcoin: Em momentos de pânico, o “Altcoin Season Index” despencou para 25 pontos. Isso indica que o mercado está em um regime de dominância do Bitcoin, onde os investidores vendem projetos menores e mais arriscados para manter posições no ativo que consideram “menos volátil” dentro do ecossistema.
Fuga para Stablecoins: Dados de redes on-chain mostram uma entrada massiva de USDC em corretoras. Segundo analistas da Vault Capital, isso sugere que o capital não está saindo totalmente do mercado cripto, mas “estacionando” em moedas pareadas ao dólar à espera de um suporte definitivo de preço.
Liquidez e Alavancagem: A queda das altcoins é amplificada pelo encerramento forçado de posições alavancadas. Por possuírem menor liquidez que o Bitcoin, as ordens de venda automáticas (stop-loss) geram um “efeito cascata” muito mais agressivo nos preços.
O “risco Japão” e o cenário macro
Além dos fatores internos, a volatilidade em fevereiro de 2026 está sendo alimentada pela alta rápida nos juros dos títulos públicos do Japão. Esse movimento global de reprecificação de juros atinge diretamente ativos de risco, fazendo com que investidores institucionais retirem capital de tecnologias experimentais para cobrir margens no mercado tradicional.
O que você acha? O Bitcoin conseguirá recuperar sua narrativa de “reserva de valor” ou estamos presenciando uma mudança estrutural definitiva no mercado de criptoativos?
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