Grupo Fictor pede eecuperação judicial no TJ-SP e cita impacto de crise de liquidez após caso Banco Master
Grupo afirma que busca garantir pagamento integral das dívidas, preservar empregos e criar ambiente de negociação estruturada após episódio envolvendo o Banco Master e decisão do Banco Central
O Grupo Fictor, por meio das empresas Fictor Holding e Fictor Invest, protocolou neste domingo (1º) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Segundo comunicado oficial da companhia, a medida tem como objetivo “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam aproximadamente R$ 4 bilhões.
A recuperação judicial é um instrumento previsto na legislação brasileira que permite às empresas em dificuldade financeira solicitar à Justiça a suspensão temporária de cobranças e execuções, enquanto elaboram um plano de reorganização para manter suas atividades e evitar a falência. No caso da Fictor, o grupo solicitou um prazo de 180 dias de proteção judicial para viabilizar negociações com credores e estruturar novas condições e prazos de pagamento.
Em nota, a empresa afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio”, destacando que o período de suspensão das cobranças é fundamental para garantir a continuidade das operações e preservar contratos em andamento. “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou o grupo.
Relação com o Caso Banco Master
A Fictor atribui a atual crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil (BC) em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta de aquisição da instituição financeira.
No entanto, a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária. Segundo a empresa, o impacto reputacional do episódio teria provocado uma reação negativa no mercado, afetando diretamente a capacidade de captação e a liquidez das holdings.
“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, declarou a companhia em nota oficial.
Medidas internas e impacto trabalhista
O grupo também informou que, desde o início de suas operações, não havia registrado atrasos em obrigações financeiras. Diante do agravamento da crise, foi implementado um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do quadro de funcionários.
De acordo com a empresa, a medida teve como objetivo proteger os direitos dos colaboradores e acelerar o pagamento das indenizações trabalhistas. “Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou o comunicado.
Atuação e escopo da recuperação
Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua em diferentes segmentos da economia, incluindo indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa esclareceu que o processo de recuperação judicial não abrange suas subsidiárias, que devem manter normalmente suas rotinas operacionais e contratos em vigor.
“O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou o grupo.
Após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor declarou publicamente que a tentativa de aquisição estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que permanecia “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.
Repercussão institucional e próximos passos
Especialistas em direito empresarial e mercado financeiro destacam que pedidos de recuperação judicial de grupos com atuação multissetorial e elevado volume de dívidas tendem a gerar atenção de credores, reguladores e investidores, especialmente quando há conexões com episódios recentes envolvendo o sistema bancário.
Até o momento, o Tribunal de Justiça de São Paulo não divulgou despacho público sobre a concessão do prazo de proteção judicial solicitado. Informação insuficiente para verificar se já houve manifestação formal do juízo responsável pelo caso.
A expectativa do grupo é que, uma vez concedida a suspensão das cobranças, seja possível apresentar um plano de recuperação detalhado, com cronograma de pagamentos e condições negociadas com os credores, preservando a continuidade das atividades e a confiança institucional.
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