Grupo Carrefour arrecada quase R$ 1 bilhão com venda de imóveis do Atacadão a fundos de investimento
Operação dividida entre os fundos Guardian Real Estate e TRX transforma ativos físicos em liquidez sem interromper as atividades das lojas, em movimento estratégico revelado no balanço do Carrefour
A rede de atacarejo Atacadão, do grupo francês Carrefour, encerrou dezembro de 2025 com uma das maiores operações imobiliárias do varejo brasileiro no período: a venda de 22 imóveis que abrigam lojas da rede pelo valor líquido de R$ 975 milhões. Os detalhes foram divulgados nas notas explicativas do balanço global de 2025 do Carrefour, publicado na terça-feira (17 de fevereiro de 2026).
A transação foi estruturada em dois blocos distintos. No primeiro, 15 imóveis de lojas Atacadão foram alienados ao fundo de investimento Guardian Real Estate por um valor líquido de custos de transação de R$ 679 milhões — equivalentes a 105 milhões de euros, considerando a taxa de câmbio de 31 de dezembro de 2025. No segundo bloco, outras sete unidades da mesma rede foram vendidas ao fundo TRX Real Estate por R$ 296 milhões líquidos, o equivalente a 45 milhões de euros.
O modelo da operação: Sale and Leaseback
A estrutura adotada pelo Carrefour é conhecida no mercado financeiro como sale and leaseback — venda com arrendamento posterior. Nesse modelo, a empresa vende os imóveis, mas permanece ocupando-os como inquilina, garantindo a continuidade das operações sem interrupção para os consumidores.
Segundo informações divulgadas pelo próprio grupo, os contratos de arrendamento firmados têm prazo fixo de 15 anos, com duas opções de renovação de cinco anos cada, exercíveis por iniciativa do Atacadão. Ou seja, a rede pode permanecer nos mesmos pontos comerciais por até 25 anos, caso opte pelas renovações.
A operação resultou no reconhecimento de um ganho de capital de cerca de R$ 100 milhões, contabilizado como receita não recorrente no balanço de 2025 do Carrefour.
Contexto e Relevância Estratégica
O movimento de monetização imobiliária não é inédito para o grupo. A transação com a Guardian Real Estate soma-se a outros negócios já realizados entre as partes, elevando para cerca de R$ 1,5 bilhão o volume total de operações envolvendo imóveis do varejista nos últimos dois anos, segundo fontes a par do assunto.
A estratégia de sale and leaseback tem sido amplamente adotada por grandes grupos varejistas globais como instrumento para liberar capital imobilizado em ativos físicos, reforçar o caixa e direcionar recursos para investimentos operacionais — como expansão de lojas, modernização tecnológica e competitividade de preços.
No caso do Carrefour no Brasil, o contexto é de pressão adicional. O grupo enfrenta um cenário doméstico desafiador, marcado pela alta dos juros e pela volatilidade cambial, fatores que afetam tanto o custo de financiamento quanto a conversão dos resultados brasileiros para euros — moeda em que o grupo reporta seus números globais.
Estratégia global apresentada pelo CEO
Na quarta-feira (18 de fevereiro), o CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, apresentou a estratégia da companhia para os próximos anos durante evento realizado em Massy, nos arredores de Paris. Não foram divulgados detalhes específicos sobre as metas para a operação brasileira nessa apresentação, mas a operação imobiliária do Atacadão foi confirmada nas demonstrações financeiras publicadas simultaneamente.
O que isso significa para o varejo brasileiro
A operação chama atenção por seu porte. R$ 975 milhões em uma única janela de transações, envolvendo 22 ativos imobiliários, representa um movimento relevante para o setor de fundos imobiliários (FIIs) no Brasil, que figura como comprador direto dos ativos. Tanto a Guardian Real Estate quanto a TRX Real Estate são gestoras especializadas em imóveis comerciais e logísticos, e a aquisição de ativos de varejo de alta ocupação como os do Atacadão costuma ser considerada atrativa para esse tipo de fundo, dado o perfil de contratos longos e inquilinos de grande porte.
Para o consumidor final, a operação não representa mudança imediata: as lojas continuarão funcionando normalmente, nos mesmos endereços, com o mesmo modelo de negócios. A diferença é que, a partir de agora, o Atacadão paga aluguel pelos espaços que antes eram de sua propriedade.
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