Expedito Neto abre guerra contra a "Bancada TikTok" e sela rompimento com Fúria
Em entrevista, o ex-deputado federal projeta a hegemonia da Federação, defende o legado econômico de Lula e descarta qualquer aliança com a direita de Cacoal
Em resumo
Expedito Neto (PT) assume a pré-candidatura ao Governo de Rondônia como uma missão de alinhamento federal direto com o Palácio do Planalto.
O candidato projeta que a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) elegerá dois deputados federais e até cinco estaduais para garantir governabilidade.
Crítica demolidora à atual bancada de Rondônia: classificada como “atores da Globo” e “TikTokers” com baixa produtividade legislativa.
Rompimento irreversível com o prefeito Adailton Fúria (PSD) e distanciamento público das escolhas políticas de seu pai, o ex-senador Expedito Júnior.
Por que isso importa: Neto tenta transpor a barreira do conservadorismo regional focando na dignidade salarial e nos recordes econômicos da gestão federal para atrair o eleitorado pragmático.
O tabuleiro político de Rondônia sofreu um realinhamento sísmico com as recentes declarações de Expedito Neto (PT). Em uma das entrevistas mais ácidas e analíticas de sua trajetória, o ex-deputado federal não apenas confirmou sua pré-candidatura ao Palácio Rio Madeira, mas estabeleceu um novo padrão de confronto: a política de resultados e alinhamento federal contra o que ele define como o “espetáculo digital” da direita rondoniense.
A engenharia partidária: A “trincheira” da federação
Neto retornou a Rondônia com uma estratégia clara de ocupação de espaços. Para ele, a vitória majoritária é indissociável de uma base legislativa robusta que impeça o isolamento político. O pré-candidato detalhou que o trabalho de base para as nominatas já está em estágio avançado, visando quebrar a hegemonia conservadora na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
“As nominatas estão correndo muito bem. Eu não tenho dúvida que o PT fará dois deputados federais — na verdade, a Federação: PV, PT e PCdoB. Teremos outros partidos coligados que estarão participando desse projeto, afinal, teremos dois senadores juntos.”
Para o plano estadual, a meta é eleger de quatro a cinco deputados, criando o que ele chama de uma “nova conjuntura” de poder que sustente as reformas necessárias no estado.
O ataque à “Bancada TikTok” e o vazio de entregas
O ponto mais contundente da fala de Expedito Neto foi direcionado aos seus antigos pares em Brasília. Com um tom de indignação, ele diagnosticou uma paralisia no desenvolvimento de Rondônia causada pela substituição do trabalho técnico pela busca frenética por engajamento em redes sociais.
“Tem muito político hoje que virou TikToker. Eu acho que eles tinham que mandar o currículo para a Globo, porque tem pouco trabalho. Eu nunca vi uma bancada federal trabalhar tão pouco por Rondônia igual a essa bancada que nós tivemos.”
Segundo Neto, a representação atual se limitou a uma “briga entre direita e esquerda” que não resultou em benefícios práticos para o estado. Ele defende que sua candidatura representa o fim desse ciclo de “palco” em favor de um canal direto com a Presidência da República para que Rondônia possa, enfim, “alcançar novos voos e voar.”
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A ruptura com Adailton Fúria e a independência familiar
A entrevista revelou um Expedito Neto decidido a caminhar por conta própria, desvinculando sua imagem da do pai, o ex-senador Expedito Júnior, e rompendo definitivamente com o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria. Neto foi taxativo: seu projeto não é uma extensão de alianças familiares, mas uma escolha ideológica e programática clara ao lado do campo progressista.
“Eu segui outro caminho, ele [Fúria] seguiu outro. Desejo que ele seja feliz no caminho dele, mas eu não tenho compromisso nenhum com o Fúria. Esse projeto nasceu de mim, não nasceu junto com meu pai.”
Ele lembrou que a independência política em relação ao pai não é um fato novo, citando momentos em que estiveram em siglas e palanques diferentes. Sobre um eventual segundo turno sem sua presença, Neto foi categórico ao descartar qualquer apoio a nomes da direita cacoalense ou bolsonarista, afirmando que sua presença na etapa final é garantida pela força da federação.
O “bolso” como argumento: A defesa do legado Lula
Ciente de que Rondônia é um terreno historicamente difícil para o PT, Neto aposta na economia como o grande equalizador do debate. Ele utilizou dados de mercado e indicadores sociais para confrontar a narrativa conservadora predominante no estado.
“O presidente Lula, só nesse ano, nós quebramos mais de 12 vezes o recorde da bolsa. São recordes de investimentos a nível internacional no nosso país. No começo do ano, o Real foi a moeda que mais cresceu. A nossa economia, o desemprego dentro do nosso país está na menor taxa histórica.”
Ele fez uma defesa enfática de categorias como garis e trabalhadores da limpeza, afirmando que o povo “não quer mais trabalhar por um prato de comida, quer salário e dignidade.” Rebateu, ainda, a tese de que o Bolsa Família desestimula o emprego, classificando essa visão como uma tentativa de manter o trabalhador em condições de miséria histórica.
A pré-candidatura de Expedito Neto é uma aposta na exaustão do eleitor rondoniense com o embate ideológico estéril. Ao chamar a bancada federal de “atores”, ele tenta se posicionar como o realizador prático que detém a chave do cofre federal. O sucesso dessa empreitada dependerá de sua capacidade de convencer o eleitor de que o desenvolvimento econômico e a dignidade salarial valem mais do que o alinhamento ideológico que domina o estado atualmente.
*A entrevista foi concedida ao portal EuIdeal, e você confere em vídeo AQUI
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