Ex-ministro Raul Jungmann morre aos 73 anos; trajetória marcou governos, Congresso e defesa da democracia
Ex-ministro e atual presidente do Ibram, Jungmann teve carreira marcada pela atuação em diferentes governos, defesa da democracia e presença no Congresso Nacional
O ex-ministro Raul Jungmann morreu no domingo (18), aos 73 anos, em Brasília, em decorrência de um câncer de pâncreas. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade da qual ele era diretor-presidente há três anos.
De acordo com o Ibram, Jungmann havia sido internado em novembro do ano passado, recebeu alta em dezembro, mas voltou ao hospital próximo ao Natal. Após nova liberação depois do Ano Novo, foi novamente internado no sábado (17) e faleceu no dia seguinte em razão de complicações da doença.
Nascido no Recife em 1952, Raul Jungmann iniciou sua militância política ainda na juventude no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Posteriormente, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), legenda de oposição ao regime militar, e participou da campanha das Diretas Já, que reivindicava a redemocratização do país.
Trajetória no poder público
A carreira de Jungmann teve projeção nacional a partir dos anos 1990. Entre 1990 e 1991, foi secretário de Planejamento do Governo de Pernambuco, na gestão do então governador Carlos Wilson (PMDB). Em seguida, atuou como secretário-executivo do Ministério do Planejamento entre 1993 e 1994, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Em 1995, assumiu a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e, no mesmo ano, foi nomeado ministro extraordinário de Política Fundiária, pasta que posteriormente se transformou no Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Já filiado ao Partido Popular Socialista (PPS), que ajudou a fundar, foi eleito deputado federal por Pernambuco, cargo que ocupou até 2010. Durante esse período, concorreu à prefeitura do Recife em 2004, mas foi derrotado por João Paulo (PT). Em 2010, tentou uma vaga no Senado Federal, sem sucesso.
Dois anos depois, voltou à política local e foi eleito vereador do Recife. Em 2015, retornou à Câmara dos Deputados. Como parlamentar, foi vice-presidente da chamada CPI dos Sanguessugas, que investigou um esquema de corrupção na compra de ambulâncias, e atuou como um dos líderes da Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre a comercialização de armas de fogo.
Atuação no Executivo Federal
Em 2016, Jungmann se posicionou a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). Com a posse de Michel Temer (MDB), foi nomeado ministro da Defesa e, em 2018, assumiu o recém-criado Ministério da Segurança Pública. No discurso de posse, defendeu que a atuação das forças policiais fosse igual para toda a população.
Após deixar o governo federal, passou a atuar no setor de mineração e, em 2022, assumiu a presidência do Ibram.
Despedida e homenagens
Em nota oficial, o Ibram informou que o velório ocorreria em cerimônia reservada, conforme desejo do ex-ministro. “Em atenção a um desejo de Raul Jungmann, o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos. Pernambucano, Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo”, afirmou a entidade.
Nas redes sociais, autoridades e colegas de trajetória política manifestaram pesar. O ex-presidente Michel Temer escreveu que Jungmann foi “um brasileiro que soube servir ao país. Por onde passou deixou sua marca”.
O senador Humberto Costa (PT) também se pronunciou: “Jungmann foi um político de postura firme e equilibrada”. O atual ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o compromisso democrático do ex-ministro. Já a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou: “Raul Jungmann teve uma vida pública dedicada a Pernambuco e ao Brasil. Expresso minha profunda solidariedade aos familiares e amigos neste momento de despedida”.
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