Estreito de Ormuz e a crise EUA-Irã: os riscos para a economia global
Fernanda Brandão analisa como a resiliência do regime iraniano e o fechamento do Estreito de Ormuz drenam recursos americanos e ameaçam a segurança alimentar global
Em resumo
O Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo global, segue fechado pela Guarda Revolucionária.
O orçamento de defesa dos EUA para 2026 já prevê gastos superiores a US$ 1 trilhão.
A escassez de fertilizantes decorrente do conflito ameaça a segurança alimentar mundial.
Por que isso importa: O prolongamento da crise e o recuo em ultimatos enfraquecem a imagem de Donald Trump e geram inflação global.
O conflito no Irã como novo atoleiro para os EUA no Oriente Médio
(*) Fernanda Brandão
O envolvimento recente dos Estados Unidos no Oriente Médio tem sido marcado pela dificuldade de realização dos interesses apresentados para o início de intervenções e ataques na região. No início dos anos 2000, a “Guerra ao Terror”, com a invasão do Iraque e do Afeganistão, drenaram recursos financeiros e humanos dos Estados Unidos e implicaram em uma longa presença de tropas americanas na região. A guerra foi responsável pelo aumento expressivo do endividamento público do país. Ao mesmo tempo, a perda de soldados numa guerra longa e que não entregou os objetivos esperados deixou na população americana uma rejeição ao envio de suas tropas para a região.
O conflito no Irã já tem se mostrado mais complexo do que o esperado pelo governo americano. O regime dos Aiatolás tem se mostrado resiliente e sua capacidade de manter o Estreito de Ormuz fechado frente às ameaças do Presidente Donald Trump revelam que provavelmente houve um erro de cálculo ao se pensar a estratégia para o conflito. A princípio, o presidente americano afirmou que esta seria uma incursão rápida e que haveria rápida capitulação do regime iraniano. Contudo, o conflito já tem mais de um mês e o Estreito de Ormuz continua fechado pela Guarda Revolucionária Iraniana.
O erro de cálculo estratégico em Washington está custando caro ao mundo. > A partir daqui, Fernanda Brandão detalha os impactos sobre o preço do barril de petróleo, a crise dos fertilizantes e as difíceis negociações mediadas pelo Paquistão. Não fique apenas com a superfície da notícia.
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