Crise na Raízen: Proposta de reestruturação da Cosan gera forte resistência entre credores
Plano para converter até 35% do passivo em ações e suspender juros por um ano enfrenta barreira de grandes instituições; credores buscam diálogo direto com a sócia multinacional
A Raízen, uma das maiores empresas de energia do Brasil e joint-venture entre a Cosan e a Shell, enfrenta um momento decisivo em sua gestão financeira. Uma proposta de reestruturação de dívida apresentada pela Cosan — uma de suas controladoras — provocou uma reação adversa no mercado, unindo grandes credores em uma frente de resistência.
Os detalhes da proposta
De acordo com informações de bastidores do setor financeiro, a estratégia desenhada, que contaria com a consultoria e assinatura do BTG Pactual (instituição que também atua como um dos controladores da Cosan), sugere uma mudança drástica na estrutura de capital da companhia. Os pontos centrais da proposta são:
Conversão de Dívida: A transformação de 30% a 35% do passivo total em ações da empresa (debt-for-equity swap).
Moratória de Juros: Um pedido de carência (perdão temporário) de um ano para o pagamento dos juros devidos.
Atualmente, a dívida total da Raízen atinge a cifra de R$ 73 bilhões. O perfil desse passivo está distribuído majoritariamente entre bancos (40%) e bondholders (detentores de títulos no mercado internacional, também com 40%). O custo para manter essa estrutura é elevado: a empresa desembolsa anualmente cerca de R$ 7,5 bilhões apenas em juros para rolar o passivo.
A reação do Mercado e o papel da Shell
A proposta não foi bem recebida. Fontes ligadas aos principais credores indicam que o plano é visto como excessivamente favorável aos acionistas controladores em detrimento dos detentores da dívida. A irritação aumentou devido ao papel do BTG Pactual no desenho da solução, o que gera questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, dado o vínculo do banco com a Cosan.
Diante do impasse, grandes bancos e fundos de investimento já articulam uma via alternativa: ignorar a interlocução da Cosan e negociar uma solução diretamente com a Shell. A percepção desses investidores é que a multinacional anglo-holandesa possui maior solidez e disposição para uma capitalização ancorada, que poderia estabilizar a operação sem impor perdas severas aos credores por meio da conversão forçada em ações.
Impactos políticos e setoriais
A crise na Raízen tem repercussões que vão além do balanço financeiro. Como protagonista no setor de biocombustíveis e distribuição de combustíveis no Brasil, qualquer instabilidade na empresa afeta a confiança do investidor estrangeiro no setor de energia do país. No campo político, o acompanhamento é atento, dado que a empresa é peça-chave na transição energética brasileira.
Se a negociação direta com a Shell avançar, poderá representar uma mudança significativa na governança da joint-venture, possivelmente diluindo a influência da Cosan de Rubens Ometto no curto prazo em troca da sobrevivência financeira da estrutura.
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