Credores aprovam plano de recuperação do Grupo Portal Agro para reestruturar dívida de cerca de R$ 700 milhões
Companhia com sede em Paragominas (PA) busca reorganizar endividamento após impacto da alta dos insumos, inadimplência de produtores e prejuízos causados por chuvas na safra 2023/24
Os credores do Grupo Portal Agro aprovaram, nesta terça-feira (2), o plano de recuperação judicial da companhia, que acumula cerca de R$ 700 milhões em dívidas. O grupo reúne empresas e produtores rurais com atuação em plantio e cultivo de grãos, pecuária, revenda de insumos e armazenagem, com sede em Paragominas (PA).
Com a deliberação favorável em assembleia, o processo entra agora na fase de homologação pela Justiça, etapa necessária para que as medidas de reestruturação financeira previstas no plano comecem a ser executadas.
Em nota, o assessor financeiro do grupo, Wilson Rossi, da X2W Consulting & Partners, afirmou que “o plano aprovado permite ao Grupo Portal Agro reequilibrar seu fluxo financeiro, reorganizar seu endividamento e criar bases sólidas para a retomada sustentável da operação”.
Pedido de recuperação e causas da crise
O pedido de recuperação judicial foi protocolado em setembro de 2024. Segundo informações apresentadas no processo, a empresa apontou como fatores centrais da crise a alta expressiva nos preços de insumos agrícolas e a queda nos valores das principais commodities, que comprometeram a capacidade de pagamento de produtores atendidos pelo grupo e afetaram diretamente o fluxo de caixa da companhia.
Na época, decisão da 2ª Vara Cível e Empresarial de Paragominas, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, destacou que a captação de recursos por meio de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) havia sido utilizada para financiar o plantio da safra 2022/23 de cerca de 250 produtores rurais da região. Com a desvalorização dos grãos, houve aumento relevante da inadimplência.
Exposição a CRAs e impacto em fundos
O Grupo Portal Agro detinha, em conjunto com a securitizadora Ceres, três CRAs no valor total de R$ 122 milhões. No momento do pedido de recuperação, um desses títulos, de R$ 38,5 milhões, representava aproximadamente 7,2% do patrimônio líquido do Galápagos Recebíveis do Agronegócio, um Fiagro da Gestora Galápagos que contava com pouco mais de oito mil cotistas.
Além da Ceres, a securitizadora Opea figura entre os maiores credores do grupo. Outro destaque é o Fiagro-FIDC Portal Insumos, fundo voltado para investidores qualificados e gerido pela Milênio Capital Gestão de Investimentos.
Prejuízos climáticos e efeito em cadeia
O processo judicial também relata que, durante a colheita da safra 2023/24, períodos de chuva acima do esperado provocaram prejuízos operacionais. Segundo o documento, lavouras deixaram de ser colhidas, houve perdas no processo de secagem, formação de filas para armazenagem, redução de peso nos silos e desvalorização dos grãos por não atenderem aos critérios mínimos de qualidade para exportação.
“Além das perdas nas lavouras, houve prejuízos no processo de secagem devido às filas, perda de peso nos silos e desvalorização dos grãos por não atenderem aos critérios mínimos de qualidade para exportação”, registra o texto judicial. O documento acrescenta que a queda contínua no preço da soja teria intensificado o impacto financeiro, gerando um “efeito cascata” entre o alto custo do plantio e a receita menor na comercialização da colheita.
Próximos passos
Com a aprovação do plano em assembleia, a expectativa do grupo e dos credores se volta agora para a decisão judicial que poderá homologar o acordo. A partir desse momento, passam a valer os prazos, descontos, renegociações e demais medidas previstas para a reorganização das obrigações financeiras.
Especialistas do setor avaliam que o caso do Grupo Portal Agro reflete um cenário mais amplo de pressão sobre cadeias do agronegócio, especialmente em regiões dependentes de financiamento estruturado via mercado de capitais, como os CRAs e os Fiagros, que conectam diretamente produtores rurais e investidores.
🔎 Verificação e Confiabilidade
As informações desta matéria são baseadas em decisão judicial da 2ª Vara Cível e Empresarial de Paragominas, comunicados institucionais do grupo e declarações públicas do assessor financeiro Wilson Rossi, além de dados sobre os CRAs e fundos citados no processo. Caso surjam novos desdobramentos oficiais, o conteúdo será atualizado.
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