CPI do Crime Organizado: Mansur afirma que Reag "nunca foi empresa de fachada" e critica "penalização por ser independente"
Em oitiva marcada por tensão, empresário nega ligações com facção e esquema do Banco Master; comissão aprova novas quebras de sigilo para investigar braço financeiro do crime na Faria Lima
João Carlos Falbo Mansur, fundador e ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, compareceu nesta quarta-feira (11) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado Federal para prestar esclarecimentos sobre investigações que envolvem a gestora de ativos em supostos esquemas de fraude e lavagem de dinheiro.
Em depoimento que durou menos de uma hora, o empresário negou categoricamente qualquer associação entre a Reag e o Primeiro Comando da Capital (PCC). "Não temos nenhuma ligação [com o PCC], como o nosso advogado acabou de colocar. No procedimento da Carbono Oculto [da Polícia Federal (PF)], em 15 mil páginas, não existe nenhuma menção à associação com o PCC ou com o crime organizado", afirmou Mansur.
Contexto das investigações
A Reag Investimentos, que administrava cerca de 700 fundos com patrimônio total estimado em R$ 300 bilhões, foi liquidada pelo Banco Central (BC) em janeiro de 2026 por supostas violações graves às normas do Sistema Financeiro Nacional. A medida tornou indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores da instituição, como prevê a legislação para impedir a dilapidação patrimonial.
A gestora é alvo de três investigações paralelas:
Operação Carbono Oculto: apura lavagem de dinheiro para facções criminosas, com foco em operadores financeiros da Avenida Faria Lima, em São Paulo
Operação Compliance Zero: investiga fraudes no Banco Master, estimadas em até R$ 11 bilhões, com suspeita de uso de fundos da Reag para ocultar beneficiários finais de recursos desviados
Operação Quasar: investiga estruturas de lavagem de dinheiro vinculadas a organizações criminosas
Segundo o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), fundos da Reag teriam sido utilizados para movimentar cerca de R$ 250 milhões vinculados ao PCC, e o BC teria identificado que a companhia ocultou beneficiários de R$ 11 bilhões desviados do mercado financeiro nacional.
Postura do depoente e tensão na comissão
Inicialmente, Mansur informou que exerceria seu direito constitucional de permanecer em silêncio para não se autoincriminar, conforme autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Após apelos de Contarato, o empresário fez breves declarações sobre a governança da empresa, mas recusou-se a responder perguntas diretas sobre as investigações.
“Acho que a gente acabou sendo penalizado por ser grande e independente. Nosso mercado penaliza o independente”, disse Mansur, que admitiu que o Banco Master era um dos clientes da companhia, mas ressaltou: “Não éramos, nunca fomos empresa de fachada, não temos investidores ocultos. É um partnership, ou seja, vários sócios, várias pessoas”.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), criticou a postura do empresário. "São vários questionamentos que não são, a priori, autoincriminatórios, a não ser que a gente compreenda que absolutamente toda a atividade exercida por vossa excelência, ao longo da carreira, seja criminosa", provocou o parlamentar.
Impactos institucionais e próximos passos
Ainda na sessão desta quarta-feira, a CPI aprovou mais de 20 requerimentos com quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico, além de pedidos de informações e novas convocações. O foco das diligências inclui o braço financeiro do PCC na região da Faria Lima e o grupo conhecido como “A Turma” de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
"Dos 350 alvos da operação [Carbono Oculto], 42 têm escritórios na Avenida Faria Lima, o que demonstra que o crime organizado possui verdadeira indústria de lavagem de dinheiro no coração do sistema financeiro nacional", justificou o senador capixaba.
A comissão também cobra agilidade do STF na análise de recursos relacionados às investigações, incluindo a obrigatoriedade do depoimento de Vorcaro e o acesso a documentos apreendidos pela Polícia Federal.
Verificação e confiabilidade
Todas as informações desta matéria foram extraídas de fontes oficiais e veículos de imprensa reconhecidos, incluindo Agência Senado, Agência Brasil, O Globo e documentos públicos da CPI do Crime Organizado
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Declarações atribuídas a João Carlos Mansur, Fabiano Contarato e Alessandro Vieira foram transcritas com base em registros oficiais da sessão e reportagens verificadas
Dados sobre valores, número de fundos e operações policiais foram conferidos em comunicados do Banco Central e reportagens da imprensa com acesso a documentos das investigações
Informações insuficientes para verificar: detalhes específicos sobre eventuais vínculos de autoridades com foro privilegiado nas investigações, conforme mencionado em matérias que citam tramitação no STF sem divulgação integral dos autos.
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