Confusão em pagode no centro de Porto Velho: Delegado é imobilizado após sacar arma
Revelações sobre o caso de embriaguez e desarme por praticante de jiu-jítsu geram debates sobre conduta policial e segurança em eventos públicos
Em uma noite que deveria ser de lazer e música, um incidente envolvendo um agente da lei chamou a atenção da população de Porto Velho, capital de Rondônia. No dia 3 de janeiro de 2026, durante um pagode no ”Quintal Gastronômico”, localizado no centro da cidade, o delegado Marcos Corrêa, da Polícia Civil de Rondônia e lotado na Casa Civil do Governo do Estado, se envolveu em uma confusão que resultou em sua imobilização e desarme por um praticante de jiu-jítsu.
De acordo com relatos confirmados por múltiplas fontes jornalísticas, o delegado Marcos Corrêa, aparentemente embriagado, esbarrou em um frequentador do evento, que era praticante de artes marciais. A situação escalou quando o delegado desferiu um soco em um segurança do local. Em seguida, ele puxou uma arma de fogo, o que levou o lutador a intervir rapidamente: imobilizando o policial, fazendo-o perder a consciência temporariamente e retirando a arma para prevenir riscos maiores. Testemunhas relataram que o delegado tinha o hábito de *”puxar a arma”* em situações semelhantes, embora isso não tenha sido formalmente comprovado em registros oficiais disponíveis.
Veja abaixo o vídeo do portal EuIdeal, que registrou o episódio:
A ocorrência foi atendida por policiais no local, mas ninguém registrou uma representação criminal imediata por ameaça ou lesão corporal. Não foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), apenas um boletim de fatos. A arma foi recolhida e entregue ao comissário de plantão na Central de Flagrantes, uma vez que o delegado Marcos Corrêa não apresentava condições para portá-la. Posteriormente, ele foi conduzido para casa por um comissário. O segurança envolvido registrou o ocorrido, mas pode buscar a Polícia Civil posteriormente para formalizar queixa por lesão corporal.
Não há indícios de ferimentos graves ou vítimas adicionais no incidente. Fontes indicam que o episódio será encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil para análise administrativa, onde medidas disciplinares poderão ser aplicadas, conforme protocolos institucionais.
Este episódio levanta questões sobre o porte de armas por agentes públicos em ambientes civis e a importância de treinamentos para gerenciamento de conflitos, especialmente em contextos de lazer. Rondônia, estado com histórico de desafios em segurança pública, vê casos como esse como oportunidades para reforçar protocolos éticos nas forças policiais.
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