Em resumo
Hildon Chaves se filia ao União Brasil e confirma Cirone Deiró como vice, rachando o eleitorado de Cacoal
Mariana Carvalho é cotada para o Senado pelo grupo, o que pressiona Fernando Máximo e beneficia Marcos Rogério
Ivo Cassol tem recurso parcialmente aceito pelo STJ em processo de improbidade que tramita desde 2004
Filho do ministro Nunes Marques recebeu R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS — mais um caso de conflito no STF
Por que isso importa: o tabuleiro de 2026 em Rondônia se define agora, nos bastidores — e o Painel está dentro
Mudança no cenário
O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves filiou-se ao União Brasil na última quarta-feira em Brasília, e já anunciou que vai disputar o governo nas eleições deste ano, tendo como vice, o deputado estadual Cirone Deiró, da região de Cacoal. Hildon também quer na chapa para concorrer ao Senado, a ex-deputada federal Mariana Carvalho, “preciso saber se ela está com sangue no olho”, disse à coluna nesta quinta-feira, o ex-prefeito.
Tabuleiro
Com esse movimento, o tabuleiro eleitoral começa a se definir, com candidatos de peso na disputa. Hildon deve abraçar o discurso de ‘nem esquerda nem direita’, para tentar capitalizar votos dos indecisos, somado ao seu capital político (alta taxa de popularidade em Porto Velho), e é mais um que entra diretamente no nicho de Adaílton Fúria (PSD), prefeito de Cacoal. Com Cirone na vice, Hildon deve rachar o eleitorado de Cacoal e região.
Confirmados até agora
Temos Expedito Netto (PT); Marcos Rogério (PL); Delegado Camargo (Podemos); Hildon Chaves (UB) e Adaílton Fúria (PSD), como nomes principais na disputa. Com vice definido, “martelo batido e prego virado”, apenas Hildon, que garantiu não pensar em outro nome, “Cirone é nome de peso’, afirmou o ex-prefeito e agora pré-candidato.
Família Carvalho
Hildon vem como representante de um dos grupos políticos mais fortes atualmente no estado, e agora o desafio é ver se Mariana embarca na empreitada. Em conversa com a coluna, o deputado federal Maurício Carvalho (que vem à reeleição), afirmou que “Mariana é sim candidata ao Senado pelo grupo”, e ela está bem posicionada, segundo Maurício. Ele afirmou ainda que nos próximos dias estará se dedicando a formação de nominatas proporcionais, e que o lançamento da pré-candidatura de Hildon deve acontecer após o dia 4 de abril, “ainda vamos definir a data, e com certeza será uma grande festa”, declarou.
Rasteira
Quem ainda não assimilou bem a rasteira foi o prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro (Podemos) que chegou a ser anunciado como pré-candidato pela legenda, mas um movimento interno, feito pelo deputado estadual Delegado Camargo, resultou em desavenças. Flori tem dito que pretende seguir na prefeitura até o fim do mandato.
Alguns links desta quinta-feira que talvez você não tenha visto:
Organizando
Após a coluna apontar que o ex-deputado Expedito Netto, após anunciar sua pré-candidatura ao governo ‘havia sumido’, ele entrou em contato com PAINEL POLÍTICO para dizer que está ‘organizando a campanha’, e está em fase de sondagens de agência e equipe para a campanha, “não podemos errar e vamos fazer uma campanha limpa e bonita”, declarou, e completou, “o governo Lula, sem dúvida alguma foi quem mais fez por Rondônia, desde o primeiro mandato, e com um governador alinhado ao Planalto, vamos conseguir ainda mais investimentos e buscar solucionar alguns problemas crônicos do Estado”.
Movimentos
O que se desenha neste novo cenário é uma crise a ser resolvida pelos partidos. O PL de Marcos Rogério, que lançou sua pré-candidatura no último sábado em Ji-Paraná, trabalha nos bastidores com uma alternativa, mantendo Marcos Rogério para a reeleição ao Senado e colocando Fernando Máximo como candidato ao governo. Se isso vai se concretizar, o tempo dirá. Marcos Rogério vem sendo pressionado a prosseguir no Senado, tendo em vista o projeto do PL em fazer maioria na Casa, e Máximo tem mais chances de perder, principalmente se Mariana Carvalho for candidata ao Senado. Apesar de serem duas vagas, a posição de Máximo no cenário não é tão confortável, já Rogério…
Falando em Senado
Caso Mariana confirme essa pretensão, Rondônia pode vir a ter, pela primeira vez, duas senadoras eleitas. Silvia Cristina, deputada federal, também está bem posicionada no cenário, e Mariana idem. Sobre isso, o ex-prefeito Hildon Chaves cravou “olha, é uma possibilidade real e seria muito bem recebida. Mariana é fortíssima e Sílvia tem um trabalho consolidado. A participação de duas mulheres é uma coisa importante demais atualmente”, afirmou.
Cassol pode voltar?
O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) autorizou o envio parcial de um recurso do ex-governador Ivo Cassol ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em um processo de improbidade administrativa que tramita desde 2004. A decisão, assinada em março de 2026 pelo desembargador Alexandre Miguel, limita a análise da corte superior a questões processuais específicas, sem reabrir, neste estágio, a discussão sobre o mérito da condenação ou a existência de dolo, já confirmados nas instâncias estaduais. O caso envolve o direcionamento de licitações para empresas ligadas a familiares de Cassol durante sua gestão. Em movimentações anteriores, o TJRO ajustou o acórdão para explicitar a presença de dolo específico na conduta do ex-governador, alinhando-se à jurisprudência atual do STF. Dessa forma, embora o recurso avance parcialmente, a Justiça rondoniense manteve a responsabilidade de Cassol por atentar contra os princípios da moralidade e impessoalidade administrativa ao longo das últimas duas décadas.
E Gurgacz?
O ex-senador Acir Gurgacz tornou-se o primeiro político de Rondônia a utilizar um novo instrumento jurídico para consultar sua situação eleitoral antes de oficializar uma candidatura. Condenado anteriormente pelo STF por desvio de finalidade em financiamento bancário, Gurgacz busca, através de seus advogados, uma declaração oficial do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO) que confirme o fim de sua inelegibilidade em fevereiro de 2026, baseando-se nas recentes alterações da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 219/2025).
Do que se trata
Esse novo mecanismo, a Declaração de Elegibilidade, funciona como uma consulta prévia que confere segurança jurídica aos pré-candidatos. Diferente do sistema anterior, onde a justiça eleitoral só se manifestava após o registro oficial da candidatura — o que frequentemente levava a campanhas incertas e votos anulados posteriormente —, esse recurso permite que o político saiba antecipadamente se possui restrições legais. O processo envolve a análise do relator, prazo para impugnações e manifestação do Ministério Público Eleitoral antes de ser julgado pelo plenário da Corte.
Em Brasília
A situação do governador Ibaneis Rocha fica mais complicada a cada dia. Com as revelações de contratos com seu escritório de advocacia pela Reag Investimentos, que fazia tabelinha com o Banco Master, a possibilidade de vir a sofrer um impeachment é praticamente nula, mas os estragos na reputação, esses já foram sentidos, principalmente com o desembarque do PL de sua base. Ibaneis deve concorrer ao Senado, mas numa posição de fragilidade.
STF de novo
E nesta quinta, o Estadão revelou que o filho do ministro Nunes Marques, recebeu cerca de R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS à título de ‘consultoria’. É mais um episódio envolvendo parentes de ministros da Corte e aumenta a lista de ‘enrolados’. Já temos Alexandre de Moraes, cujo contrato milionário do Master com o escritório de sua esposa gerou um desconforto e tirou parte da autoridade do ministro, e Dias Toffoli com seu resort Tayayá.
Todos esses casos
Poderiam ter sido evitados com uma simples ação, o impedimento total de parentes de ministros com processos e empresas que possuem processos no Supremo. Se para assumir um cargo público comissionado na Câmara dos Deputados e Senado existe impedimento de relações com empresas e parlamentares, porque o mesmo não se aplica aos ministros da Suprema Corte? Essa falta de lógica, associada às revelações que vem sendo feitas, é o principal motor de indignação da população com o STF.
Terremoto
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido para Brasília nesta quinta-feira para fazer sua delação premiada. Aqui na capital federal, o Rivotril está sumindo das farmácias devido a procura por parte dos que andaram ganhando muito dinheiro com ele, e participantes do ‘Cine Trancoso’, como ficaram conhecidas as festas promovidas por ele na cidade baiana. Os próximos dias prometem fortes emoções.
Disfunção erétil entre jovens
A disfunção erétil tem afetado homens cada vez mais jovens, muitas vezes antes dos 30 anos, impulsionada por uma combinação de fatores modernos. Especialistas apontam que, nessa faixa etária, as causas psicológicas são predominantes, destacando-se a ansiedade de desempenho e o consumo excessivo de pornografia, que distorce as expectativas e dessensibiliza o cérebro aos estímulos reais. Além das questões emocionais, o estilo de vida contemporâneo exerce um impacto direto na saúde sexual, com o sedentarismo, a má alimentação e o uso de substâncias contribuindo para causas orgânicas. Urologistas alertam que a dificuldade de ereção pode sinalizar problemas de saúde mais profundos, reforçando a importância de buscar ajuda médica precocemente para evitar ciclos de insegurança e garantir o bem-estar geral.
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Meta description (154 caracteres): Hildon Chaves no União Brasil, Cassol no STJ e filho de ministro com R$ 18 mi do Master: os bastidores que redefinem o jogo político em Rondônia.
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