Jogo de cena
Quem conhece os bastidores da política rondoniense, e navega por essas águas há algum tempo, sabe que nada acontece por acaso, como também não existe ‘o povo quer fulano no governo’. Isso é título de assessoria de imprensa com zero criatividade. Estou me referindo ao virtual lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Delegado Camargo (Podemos) ao governo de Rondônia, anunciada esta semana. Camargo não daria esse passo ‘atendendo ao povo’, e sim numa jogada ensaiada com o prefeito Léo Moraes, que apesar de alardear ‘estar fechado com Flori’, o fechamento é só para inglês ver.
Sem cabimento
Camargo é um nome que pode, de fato, surpreender, e cá entre nós tem muito mais capilaridade e coerência que o prefeito de Vilhena, o também delegado Flori. O deputado não vai se aventurar numa tempestade sem estar com um bote bem amarrado no deck. Não é novidade para ninguém que Flori é uma pessoa, digamos, difícil e Léo Moraes não fica atrás. Circularam juntos nos últimos dias, e algo azedou. O resultado: ‘o povo quer Camargo no governo’.
Zebrando?
A mudança de nome, independente dos motivos que estão forçando essa possibilidade, é mais palatável ao eleitor que o nome de Flori. O prefeito de Vilhena decolou igual voo de galináceo, não convenceu. Camargo por sua vez, é uma direita ‘raiz’ com direito a curso de filosofia com Olavo de Carvalho e uso contínuo de bottons ‘fora Lula’. Em um cenário polarizado como o atual, podemos ter dois adversários com grandes chances de escantearem os ditos ‘favoritos’, representando a direita temos Camargo e a esquerda-centro-progressista Expedito Netto.
A entrada de Camargo
Atrapalha diretamente os planos de Marcos Rogério (com quem divide eleitorado), de Adaílton Fúria, que flerta com a direita e é mais chegado ao centro. Também limpa o campo para que Léo Moraes, de forma discreta, consiga apoiar Confúcio Moura e Silvia Cristina ao Senado. No processo, quem sai rifado mesmo é o prefeito de Vilhena.
Azedou
O Tribunal de Justiça de Rondônia decidiu pela exoneração do juiz de Direito Robson José dos Santos por uma série de situação graves, como desrespeito e tratamento grosseiro a assessores e estagiária; tratamento descortês a advogados; posturas que afrontam à legalidade, a razoabilidade e o bom-senso; ter autorizado acadêmicos a participarem de audiência de custódia em Vara em que eram tratados comportamentos de violência doméstica e acobertados por sigilo; relação estreita com presos; ceder o próprio celular para preso fazer ligações externas além de outras situações.
Ruim….
Infelizmente o agora ex-magistrado, que é pessoa que teve uma história de vida difícil como a grande maioria dos brasileiros, não conseguiu se adequar às normas da magistratura. Robson José dos Santos chegou a ter um pouco de sua trajetória contada em entrevista à Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages), ele afirmou “a magistratura é um desafio que exige muita dedicação, atenção, humildade, sensibilidade e compreensão do próximo, visto que lhe é dada a tarefa de julgar, em nome do Estado, conflitos entre seus semelhantes e impor uma decisão que, por regra, desagrada uma das partes“ e completou “eu diria que o meu maior percalço é a dificuldade de ser aceito como um “juiz de Direito” por aqueles que estão à minha volta. Digo isso com o coração partido, mas, ao mesmo tempo, com muita compreensão da complexa teia do tecido social brasileiro”.
Ainda o lixo
O vereador e advogado Breno Mendes, líder do prefeito Léo Moraes na Câmara, anunciou nesta quarta-feira (25) que a Prefeitura de Porto Velho oficializou a quebra amigável de contrato com a EcoPVH, atual responsável pela coleta de lixo na capital. Durante entrevista o parlamentar explicou que o processo de transição para a nova prestadora de serviço, a empresa Sistemma, deve ser concluído em até 30 dias. Embora um trâmite licitatório definitivo já esteja em curso para regularizar o setor, a gestão municipal manterá um contrato emergencial vigente para garantir a continuidade operacional durante essa troca de comando.
Em tempo
Pela apresentação disponível da tal Sistemma na internet, ela não é lá muito diferente da ECOPVH…pelo jeito essa lenga-lenga sem noção vai longe. Pela lógica, bom senso e capacidade técnica, esse contrato deveria ficar com a Marquise, que já opera há mais de duas décadas em Porto Velho, tem toda infra-estrutura e sempre apostou na cidade. É mais uma aventura licitatória que deixa a população na berlinda.
Falando em aventuras
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, em artigo publicado aqui em PAINEL POLÍTICO esta semana, ressaltou a importância do voto consciente nas eleições deste ano. Se você ainda não leu ‘As capivaras e as eleições 2026’ CLIQUE AQUI
Calote
O imbróglio judicial entre a gráfica Supergraff e o diretório estadual do União Brasil em Rondônia ganha contornos de uma típica novela de bastidores, onde a conta — nada módica — de R$ 2,2 milhões parece ter “esquecido” de passar pelo caixa oficial. A empresa alega que, após inundar a campanha de 2022 com bandeiras e adesivos, recebeu apenas um “cala-boca” de R$ 99 mil, enquanto o restante da dívida teria sido empurrado com a barriga sob a promessa de um pagamento que, tal qual certas promessas de palanque, nunca se concretizou. O detalhe irônico é que a nota fiscal da discórdia só foi emitida dois anos depois, curiosamente às vésperas do pleito de 2024, o que deu aos advogados do partido o pretexto perfeito para questionar se o serviço existiu ou se a memória da gráfica é que anda convenientemente tardia.
Quem, eu???
Enquanto isso, a defesa do partido e do governador Marcos Rocha adota a clássica estratégia do “quem, eu?”, sustentando que a agremiação não tem nada a ver com o pato e que, se houve excesso de santinhos, a responsabilidade é exclusiva do candidato — pessoa física — ou da própria gráfica, que teria entregue material a mais por puro “equívoco” ou má-fé. Em meio a pedidos de perícia em prints de WhatsApp e contestações sobre a validade de provas digitais, o Judiciário já negou o bloqueio imediato de contas, preferindo não se precipitar sobre o que cheira a “Caixa 2” mal resolvido. No fim, entre intimações por videoconferência e briga por custas parceladas, resta saber se a Justiça encontrará o contrato ou se tudo terminará no arquivo morto das despesas não declaradas.
GPS calibrado
Enquanto alguns ainda tentam entender a bússola política de Rondônia, Marcelo Cruz demonstra que já domina o GPS. Recém-filiado ao Avante, o parlamentar não perdeu tempo com sutilezas e, ao lado de Jair Montes, já colocou o partido na vitrine ao atrair nomes de peso como o prefeito Jurandir de Oliveira e Jesuíno Boabaid. A manobra revela a astúcia de Cruz em transformar a sigla em um verdadeiro ímã de lideranças, provando que sua chegada não foi apenas para ocupar espaço, mas para redesenhar a arquitetura do poder no estado com a precisão de quem conhece os atalhos do voto.
Boca livre
Para selar essa ofensiva, o deputado prepara um jantar estratégico no próximo sábado, onde o prato principal será a integração de uma nominata que já nasce com “sede de Parlamento”. Com o pretexto de um encontro de boas-vindas, Marcelo Cruz na verdade promove um alinhamento de tropas, mostrando que, sob sua batuta, o Avante deixou de ser uma promessa para se tornar um grupo organizado e pronto para o combate. É a prova de que, na política rondoniense, Cruz não joga para empatar; ele joga para garantir que, no próximo pleito, o Avante não seja apenas um coadjuvante, mas o protagonista das urnas.
Microplásticos e a próstata
Um estudo conduzido pela NYU Langone Health identificou a presença de microplásticos em 90% das amostras de tecido prostático analisadas em pacientes com câncer. A pesquisa revelou que, em nove de cada dez casos, fragmentos microscópicos de plástico estavam infiltrados nos tumores. Embora as partículas também tenham sido encontradas em tecidos saudáveis dos mesmos indivíduos, a incidência dentro das áreas cancerosas foi significativamente mais comum e alarmante. Os dados mostram que a concentração de microplásticos nos tumores é, em média, 2,5 vezes maior do que nos tecidos não cancerosos, atingindo cerca de 40 microgramas por grama de tecido. Para garantir a precisão dos resultados e descartar interferências externas, os cientistas realizaram os testes em salas limpas e utilizaram exclusivamente instrumentos livres de plástico, reforçando a evidência de que a acumulação dessas partículas ocorre diretamente no organismo humano.
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