CMN e Banco Central acompanham situação do BRB e exigem resposta do GDF sobre aporte bilionário
Ministro da Fazenda acompanha análises do Banco Central e pede definição do governador Ibaneis Rocha sobre injeção de recursos no banco estatal diante de indícios de prejuízos em operação com o Master

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou a definição de prazos para que o Governo do Distrito Federal (GDF) avalie um aporte estimado em R$ 4 bilhões no Banco de Brasília (BRB), diante da possibilidade de medidas interventivas por parte do Banco Central. A exigência, segundo relatos atribuídos à Coluna do Estadão, decorre de uma insuficiência patrimonial identificada no banco estatal após as transações realizadas no processo de tentativa de aquisição do Banco Master, instituição privada controlada por Daniel Vorcaro.
Haddad, que também preside o Conselho Monetário Nacional (CMN), acompanha as discussões técnicas conduzidas pelo Banco Central, órgão regulador responsável pela eventual aplicação de medidas como intervenção ou liquidação. De acordo com os relatos publicados, o ministro teria sido “enfático” ao defender que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), estabeleça um período para definir o socorro financeiro ao BRB.
Nota de verificação: A caracterização do tom usado pelo ministro é atribuída a fontes da Coluna do Estadão. Informação baseada em reportagem jornalística.
A preocupação chegou à União, responsável por parte significativa dos repasses financeiros ao Distrito Federal, à medida que o Banco Central aprofunda a análise sobre a extensão do desequilíbrio no BRB. O pano de fundo envolve investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que apontaram indícios de que o Banco Master teria vendido R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao banco estatal.
Nota de verificação: O valor citado consta em reportagens sobre as investigações. Informação depende de confirmação oficial dos órgãos envolvidos.
Após a publicação das informações, o Ministério da Fazenda afirmou que Haddad não tratou diretamente com o governo do DF ou com a direção do BRB sobre o caso, embora não tenha comentado eventuais diálogos com o Banco Central. Procurada posteriormente, a pasta optou por não se manifestar.
No fim do ano passado, em acareação no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, declarou que a instituição não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões que teriam sido aportados no banco de Vorcaro antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Master, em novembro.
Nota de verificação: A declaração é pública e foi reportada por veículos de imprensa. O montante exato segue sob análise técnica.
Atualmente, o próprio BRB afirma que o tamanho do prejuízo ainda está em avaliação pelo Banco Central e por uma auditoria independente. Diante do cenário, a avaliação no âmbito do governo federal é de que o acionista controlador — o governo do DF — deverá injetar recursos para recompor o capital e sanar o desequilíbrio financeiro, caso os prejuízos sejam confirmados.
Na semana anterior às reportagens, o BRB já havia admitido a possibilidade de aportes para cobrir eventuais perdas relacionadas à operação com o Banco Master.
Nota Oficial do BRB
Em comunicado enviado à imprensa, o Banco de Brasília negou riscos à sua operação e detalhou o andamento das apurações internas:
“O BRB informa que trabalha diariamente em conjunto com o Banco Central e esclarece que todas as operações mencionadas no âmbito da Operação Compliance Zero, que possam estar relacionadas ao Banco, estão incluídas na investigação forense independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll.
A instituição reforça seu compromisso com a transparência, a governança e o cumprimento das normas do sistema financeiro, colaborando integralmente com as autoridades competentes. Além disso, o BRB destaca que os possíveis prejuízos ligados à compra de carteiras do Banco Master ainda estão em apuração pelo Banco Central e pela auditoria independente.
Caso sejam confirmados, o BRB informa que já possui plano de capital que prevê aporte através de vários instrumentos de recomposição de capital.
O BRB reafirma que segue sólido, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros.”
Nota de verificação: Os números patrimoniais citados são os informados na nota oficial do BRB. A verificação independente depende de dados regulatórios do Banco Central.
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Transparência: Esta reportagem baseia-se em informações públicas divulgadas por veículos de imprensa e em nota oficial do BRB. Pontos ainda sob investigação foram identificados como pendentes de confirmação oficial.


