CLDF arquiva três pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha; dois seguem em análise
A Câmara Legislativa do Distrito Federal acolheu pareceres técnicos da Procuradoria e arquivou as denúncias de oposição ligadas ao caso BRB-Master, mas a batalha política ainda não terminou
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) arquivou, nesta sexta-feira (20/2), três pedidos de impeachment apresentados por partidos de oposição contra o governador Ibaneis Rocha (MDB). Os despachos foram assinados pelo presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB), e publicados no Diário Oficial da CLDF na mesma data. Ainda restam dois pedidos pendentes de análise na instituição.
O contexto: Caso BRB-Master no centro das acusações
Os três pedidos arquivados foram protocolados pelos partidos PDT, PSOL e Cidadania e tinham como pano de fundo as negociações envolvendo a tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal. A operação passou a ser investigada no âmbito da chamada Operação Compliance Zero, deflagrada para apurar supostas irregularidades nos negócios firmados entre os dois bancos.
As denúncias apresentadas pela oposição alegavam crimes de responsabilidade do governador, incluindo supostas violações ao Sistema Financeiro Nacional, fraudes e manipulação de mercado de capitais, atentado ao patrimônio do Distrito Federal, crimes contra a economia popular e atos de improbidade administrativa. Além do afastamento definitivo do cargo, os partidos solicitavam o afastamento imediato de Ibaneis Rocha por 180 dias, alegando necessidade de garantir imparcialidade nas investigações em curso.
A decisão: Procuradoria aponta falhas formais e materiais
Os pedidos foram submetidos à análise da Procuradoria-Geral da CLDF, que emitiu pareceres recomendando o arquivamento das três denúncias. Segundo o entendimento técnico dos procuradores, as representações não preenchiam os requisitos mínimos exigidos pela legislação para a abertura de um processo por crime de responsabilidade. Entre as principais falhas apontadas estavam a ausência de individualização clara das condutas atribuídas ao governador e a insuficiência de elementos indiciários capazes de justificar a instauração formal do processo.
Com base nesses pareceres, o presidente Wellington Luiz determinou o arquivamento e explicou sua postura ao jornal Correio Braziliense. “Temos uma procuradoria extremamente preparada com procuradores de carreira, alguns foram juízes. Eu não interfiro no trabalho deles. Quando a procuradoria entende que os pedidos de impeachment não atendem aos requisitos básicos, só me resta acolher o parecer”, afirmou.
O presidente da CLDF também defendeu a necessidade de responsabilidade institucional no tratamento das denúncias. “A gente precisa ser responsável e não nos deixar levar por comoção pública, política e partidária. Cada pedido teve o tempo necessário para ser analisado pela procuradoria”, acrescentou Wellington Luiz.
Histórico: quarto arquivamento em fevereiro
Este não foi o primeiro arquivamento do mês. Em 10 de fevereiro, Wellington Luiz já havia encerrado outro pedido de impeachment, protocolado por Antônio Vitor Leitão, servidor da Secretaria de Educação do DF. Naquela ocasião, a Procuradoria-Geral da CLDF também havia recomendado o arquivamento por falta de legitimidade do denunciante e ausência de descrição precisa das condutas imputadas ao governador.
Com os três arquivamentos desta sexta-feira, a CLDF encerrou ao todo quatro pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha ao longo de fevereiro de 2026, todos relacionados, direta ou indiretamente, ao caso BRB-Master.
Posição do governador
Ibaneis Rocha tem reagido com tranquilidade pública às sucessivas tentativas de impeachment. Em declaração anterior, quando do primeiro arquivamento, o governador disse acreditar que as acusações têm natureza exclusivamente política. “Como a motivação é só política, esse será o caminho de todos os pedidos”, afirmou o chefe do Executivo distrital, segundo o Metrópoles.
O Palácio do Buriti avalia que os pedidos carecem de respaldo jurídico e que a tendência de arquivamento deve se repetir nos demais requerimentos ainda em tramitação.
O que ainda está em jogo
Apesar dos arquivamentos, o cenário político no Distrito Federal permanece tenso. Dois pedidos de impeachment seguem pendentes de análise na CLDF, conforme confirmado pela própria Casa. A Mesa Diretora da CLDF informou que as representações são avaliadas em ordem cronológica de protocolo, o que projeta o debate sobre a responsabilidade política do governador para os próximos meses.
A oposição, por sua vez, sustenta que os arquivamentos não encerram o debate político sobre as decisões do governo envolvendo o BRB. Para os partidos que apresentaram os pedidos, a questão central permanece aberta: qual foi o papel do governador nas negociações com o Banco Master e quais são as implicações para o patrimônio público do Distrito Federal?
O caso BRB-Master também é investigado em outras instâncias, além da esfera legislativa distrital, o que mantém viva a pressão sobre o governo de Ibaneis Rocha mesmo após os sucessivos arquivamentos na CLDF.
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