Caso Master: CEO do Itaú alerta que custo de R$ 50 bilhões impactará juros e empréstimos
A quebra do conglomerado de Daniel Vorcaro expõe fragilidades regulatórias e obriga bancos a anteciparem R$ 30 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para recompor o sistema

O cenário financeiro brasileiro enfrenta um momento de profunda reavaliação após o colapso do Banco Master. Nesta quinta-feira (5), o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, trouxe a público uma análise contundente sobre as repercussões desse evento, afirmando que a conta bilionária “desaparece” momentaneamente, mas será inevitavelmente repassada à sociedade por meio de custos mais elevados em instrumentos financeiros.
Impacto de R$ 50 bilhões e o papel do FGC
Os dados revelam uma crise de proporções sistêmicas: os custos estimados da quebra do Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro, já superam a marca de R$ 50 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 46,9 bilhões referem-se a recursos que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve ressarcir aos clientes.
O detalhamento dos valores aponta que R$ 40,6 bilhões são oriundos do Master e outros bancos do grupo, enquanto R$ 6,3 bilhões pertencem ao Will Bank — cujos correntistas ainda aguardam o ressarcimento.
Para enfrentar a erosão do caixa do FGC, os bancos associados deverão antecipar cinco anos de contribuições, totalizando aproximadamente R$ 30 bilhões já no início de 2026. Segundo Maluhy, o setor debate com o Banco Central a possibilidade de utilizar depósitos compulsórios para viabilizar esse aporte.
“O aporte vai ser feito, mas como é que a gente atenua o custo ao máximo para os bancos, e, por consequência, para a sociedade como um todo?”, questionou o CEO do Itaú. “Um evento dessa magnitude, no final do dia, acaba gerando um impacto para a sociedade no custo, no custo de captação de novos empréstimos, no preço dos investimentos. Essa conta vai ser paga.”
Desvirtuamento do sistema e regulação
O executivo do Itaú Unibanco foi enfático ao criticar como o modelo do FGC foi utilizado por certas plataformas para alavancar negócios insustentáveis. Para Milton Maluhy Filho, os objetivos do fundo foram desvirtuados, permitindo que o risco fosse negligenciado em favor de lucros imediatos.
“A nossa visão como sistema é que o fundo precisa ser recapitalizado. Não há qualquer dúvida com relação a isso, porque a gente entende que é importante passar essa mensagem para todos os investidores”, afirmou o executivo. Ele defende mudanças urgentes na regulação para impedir que eventos semelhantes se repitam.
Conexões com Ambipar e conflitos de interesse
A crise do Banco Master também se entrelaça com o caso da Ambipar, empresa que entrou em recuperação judicial em outubro com dívidas de R$ 10 bilhões. A companhia é alvo de investigação na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por suposta manipulação de preços de ações, envolvendo fundos ligados ao Master, ao empresário Nelson Tanure e ao controlador da Ambipar, Tércio Borlenghi Junior.
Maluhy destacou que o Itaú nunca distribuiu produtos como CDBs do Banco Master ou COEs da Ambipar, citando a necessidade de curadoria e prevenção à lavagem de dinheiro. O executivo estimou que instituições que distribuíram esses títulos faturaram mais de R$ 1 bilhão em comissões.
“O incentivo foi colocado de forma equivocada, e os interesses da plataforma foram colocados à frente dos interesses do sistema e dos clientes. São esses abusos e esses erros que a gente evita todos os dias”, concluiu o presidente do Itaú.
🔎 Verificação e Confiabilidade As informações apresentadas baseiam-se em declarações públicas de Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, e em dados financeiros consolidados sobre o ressarcimento do FGC e a situação jurídica da Ambipar. Detalhes específicos sobre o cronograma de pagamento dos correntistas do Will Bank: sem previsão oficial.
A conta da crise financeira deve ser paga por todos ou as regras de fiscalização deveriam ser mais rígidas para evitar esses aportes bilionários? Comente sua opinião abaixo e compartilhe esta análise com seus contatos.
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