Brasileira que estava desaparecida nos EUA é encontrada morta no Canadá
Brasileira de 36 anos, com formação na UFG e mestrado no ITA, teve o corpo localizado em Quebec; família aguarda trâmites para repatriação e presta homenagem
Uma longa espera chegou ao fim, mas trouxe uma notícia dolorosa: o corpo da brasileira Letícia Alves de Oliveira, desaparecida desde dezembro de 2023, foi oficialmente identificado pelas autoridades canadenses. A confirmação, realizada por cruzamento de DNA, foi comunicada à família na última quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026.
Letícia, natural de Goiânia (GO), tinha 36 anos e um currículo acadêmico notável: era graduada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestra em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Sua trajetória, marcada pela busca por conhecimento e por um propósito missionário, terminou de forma trágica em uma floresta na província de Quebec, no Canadá.
A descoberta e a confirmação
De acordo com informações da organização Unidentified Human Remains Canada, o corpo foi localizado por caçadores em abril de 2024, em uma área de mata próxima à cidade de Coaticook, na fronteira com os Estados Unidos. No entanto, a identificação oficial só foi concluída recentemente.
A Sûreté du Québec, polícia provincial, informou que não foram encontrados sinais aparentes de violência. O laudo pericial apontou como causa provável da morte a hipotermia ambiental, decorrente da exposição prolongada ao frio intenso da região. O relatório descreve que a vítima vestia roupas de inverno, incluindo gorro, casaco, jeans, meias de lã e botas.
A confirmação da identidade foi possível graças a uma amostra de DNA coletada pela Polícia de Imigração dos Estados Unidos quando Letícia ficou sob custódia entre janeiro e abril de 2024, após ser impedida de entrar no Canadá pela fronteira de Buffalo, Nova York
A cronologia de um desaparecimento
A última vez que a família teve contato com Letícia foi em dezembro de 2023, por meio de redes sociais. Na época, ela estava nos Estados Unidos, onde havia iniciado um processo de solicitação de visto em um escritório de advocacia em Boston, em 2023.
Segundo relatos familiares e investigações, Letícia atuava como missionária ligada à Igreja Adventista do Sétimo Dia, realizando trabalhos de colportagem e ações missionárias. Sua jornada pelo exterior teria começado na América do Sul, com passagens pela Argentina e Bolívia, antes de chegar aos EUA em meados de 2023.
Durante as buscas, a família enfrentou obstáculos. O caso chegou a ser arquivado pela Polícia Federal do Brasil, o que gerou angústia e a percepção de que o clamor por ajuda não foi suficientemente ouvido. As autoridades não escutaram nosso grito de socorro", desabafou Frederico Alves de Oliveira, irmão de Letícia, em entrevista ao g1
Quem era Letícia Alves de Oliveira
Além da sólida formação acadêmica, Letícia era mãe de uma menina de 12 anos, que permaneceu em Goiânia sob os cuidados da avó e com quem mantinha contato por telefone durante sua estadia no exterior. Em declaração comovente, seu irmão Frederico compartilhou um pouco dos sonhos e do caráter de Letícia: "Letícia sonhava alto, queria terminar seu doutorado e sonhava em viver num mundo menos intolerante. [...] Espero que eu redescubra a paz no futuro, mas agora, meu sentimento é de profunda escuridão".
Nos últimos anos, ela havia interrompido seus estudos de doutorado no ITA para se dedicar integralmente ao trabalho religioso e missionário.
Próximos passos e assistência consular
A família agora enfrenta o desafio burocrático e financeiro para realizar o traslado do corpo de Letícia de volta ao Brasil. Uma campanha de arrecadação de fundos foi iniciada para custear as despesas.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), por meio do Consulado-Geral do Brasil em Montreal, informou que "acompanha a situação e presta a assistência consular cabível aos familiares da nacional".
Os trâmites para repatriação de restos mortais envolvem documentação específica e coordenação entre autoridades dos dois países.
O caso de Letícia Alves de Oliveira reacende discussões importantes sobre os mecanismos de busca e proteção a cidadãos brasileiros no exterior, a complexidade dos fluxos migratórios e o papel das redes de apoio familiar e institucional em situações de crise.
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